Muitas das fábricas de carros no Brasil fazem reciclagem dos resíduos industriais, das embalagens dos fornecedores e também usam outros materiais que seriam descartados para a produção de peças para os carros. Como as garrafas PET, que se transformam em carpetes e forrações.
A Renault reprocessa garrafas de plástico PET e reaproveita o material para a fabricação de carpetes que equipam o Clio, o Sandero e o Symbol, produzidos na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná.
“A garrafa nos fornece o poliéster, um polímero com o qual é feito o carpete que reveste o assoalho dos veículos. Nós usamos o material em todos os carros feitos no Brasil”, disse o engenheiro Vicente Moura, chefe de engenharia de produto da Renault do Brasil.
A matéria-prima obtida pela reciclagem das garrafas é usada também no forro do porta-malas e no tampão que separa o compartimento de bagagem da cabine nos modelos hatch.
A reciclagem é feita também com todos os resíduos gerados pela atividade industrial em São José dos Pinhais. Em 2007, foram recicladas 25 mil toneladas, reduzindo o descarte e fazendo economia.
A área da fábrica de São José dos Pinhais tem 60% de sua área formada por mata preservada, com centenas de espécies da fauna e flora nativas da região. No total são 2,5 milhões de metros quadrados onde a empresa mantém três unidades de produção: carros, utilitários e motores. Dessa área, 1,5 milhão de m2 está reservado para tatus, corujas, tamanduás e mais dezenas de espécies de mamíferos e de aves.
“A Renault tem como proposta o desenvolvimento de automóveis que respeitem o meio ambiente. Nossos produtos e processos industriais estão em constante evolução, em linha com a responsabilidade ambiental”, disse Jean-Michel Jalinier, presidente da Renault do Brasil.
Fonte: WebMotors
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