Na nova geração, a Ford fez do Focus um carro com mais requinte, usando materiais e acabamento de maior qualidade. Aprimorou o desenho, com linhas limpas e definidas e ele ficou igual ao Focus vendido na Europa e no resto do mundo. No entanto, nesses oito meses no mercado, o carro ainda não emplacou: continua vendendo em torno de 1.100 unidades mensais.
A versão Guia avaliada tem bancos de couro, sensor de estacionamento, controle de velocidade, rodas de alumínio aro 16, teto solar, faróis de neblina além de direção eletro-hidráulica que conta com três modos de condução: normal, conforto - mais suave - e esporte - que deixa o volante mais firme.
As novidades começam na partida, que pode ser dada com a chave no bolso, bastando apertar o botão "Power" no console central. Outra novidade no hatch é o sistema de ar-condicionado acionado por comando de voz. Basta apertar o botão do sistema e falar pausadamente: "ar-condicionado, temperatura vinte e três graus". Ai e só seguir viagem, pois o ar é ligado e se ajusta à temperatura solicitada.
Força e disposição não faltam ao carro. O motor 2.0 16V de 145cv mostra valentia em conjunto com o câmbio. Basta pisar no pedal do acelerador que o conta-giros sobe e as arrancadas são eficientes. O escalonamento das marchas é longo, mas nada que deprecie o desempenho do carro. É preciso pisar forte no acelerador e esticar as duas primeiras mudanças. Nas retomadas, o torque de 18 kgfm garante ultrapassagens seguras. O consumo, conforme indicou o computador de bordo, foi de 10,2 km/l na estrada e 7,9 km/l na cidade. Bom para um carro com motor 2.0 a gasolina.
A direção eletro-hidráulico ajustada para o modo "esporte", fica mais firme e privilegia uma condução mais interessante, principalmente em alta velocidade. Nas curvas, a nova carroceria e a suspensão dão ao Focus boa estabilidade, fazendo com que o carro não saia de frente. Além disso, os freios ABS com EBD - controle de frenagem - garantem frenagens seguras. O carro parece grudado no chão, a nova plataforma facilita as manobras e dão segurança ao motorista.
Para o dia a dia da cidade, o Focus se mostrou um veículo interessante. A posição de dirigir é privilegiada pelo ajuste do banco elétrico, do volante com ajuste de altura e profundidade. Outro conforto do carro é o sensor de estacionamento, que facilita as manobras. Tanto o motorista quanto o passageiro têm bom espaço para as pernas, mas os ocupantes de trás têm pouco espaço, principalmente nas pontas na altura, por causa da inclinação do teto. O isolamento acústico é perfeito, não se percebe barulho do motor nem do rodar dos pneus.
Só ficou faltando mesmo o motor flex, talvez a razão dessa patinada nas vendas.O Focus é um dos poucos carros fabricados no Brasil que não oferece ao consumidor a opção de usar os dois combustíveis.
Ademir Gonçalves
Fonte: Agência AutoInforme
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