A guerra pela supremacia no mercado de luxo americano está longe de acabar. Ao que tudo indica, as duas principais rivais alemãs, BMW e Mercedes-Benz, continuarão nesse duelo por um bom tempo. Mas a BMW precisa estudar uma nova estratégia, já que, pelo menos no número de vendas, quem venceu a última batalha foi sua adversária. Em outubro, a Mercedes teve um aumento de 23% nas vendas, alcançando 22.637 unidades vendidas, o que superou os 21.873 veículos de sua concorrente. Isso não significa que a BMW tenha sofrido perdas em Outubro. Na verdade, a marca também teve um aumento, só que de 13%.
O caso é curioso, já que a Mercedes conseguiu esse aumento mesmo com o fato de ter reduzido seus descontos em uma média de 15% por carro, enquanto a BMW aumentou os incentivos em 35%. O responsável por essa aparente contradição é ninguém menos que o novo Classe C, que teve um aumento de 88% das vendas, o que foi um trampolim para os números da Mercedes. Justamente essa alta demanda do sedã remodelado possibilitou a montadora a baixar os incentivos. Já a BMW seguiu um caminho contrário: acabou apostando em maiores incentivos, com o intuito de “queimar os estoques” do atual Série 3, o principal concorrente do Classe C. Essa medida vem em decorrência do lançamento da geração 2012 do Série 3, apresentado no final de outubro.
O aumento das vendas do Classe C nos Estados Unidos também levanta outras questões. O modelo mais vendido da Mercedes atualmente é o Classe E, o sedã médio-grande de luxo que fica posicionado justo acima dele. Com a expressividade das vendas do Classe C no país norte-americano, cabe perguntar: será que os próprios consumidores do mercado de luxo no país não estariam se modificando, e optando por comprar carros mais compactos?
Fonte: Revistaautoesporte
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