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Uma reunião da cúpula global do grupo Fiat, marcada para o mês que vem , pode definir uma novidade de peso na produção brasileira da marca italiana. Em entrevista recente, concedida à agência de notícias Reuters, o presidente do conglomerado italiano, Sérgio Marchionne, afirmou que a direção da companhia estuda no momento a possibilidade de montagem de modelos da Jeep, marca integrante do grupo Chrysler, no Brasil.
Com o controle sobre o grupo Chrysler, desde junho do ano passado, a Fiat tem planos de comercializar 2,8 milhões de veículos do conglomerado norteamericano, que inclui as marcas Dodge e Jeep, até 2014. E desse volume, 500 mil unidades seriam vendidas fora do Nafta - grupo de livre-comércio formado por Estados Unidos, Canadá e México. Neste projeto, o Brasil teria papel de importância, como mercado e pólo distribuidor.
A Argentina também está na disputa como possível produtor de carros da bandeira Jeep. Mas como o maior mercado da Fiat no mundo, o Brasil tem grandes chances de levar a melhor sobre os 'hermanos'. Com o investimento de R$ 6 bilhões aplicados desde 2007 em vias de terminar, a expectativa é de que a fábrica italiana faça novo anúncio do montante que será destinado às operações brasileiras a partir de 2011.
Outra dúvida seria o local de produção dos veículos. Entre 1998 e 2002, a Chrysler montou unidades da picape Dodge Dakota na cidade de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, no Paraná. Mas a passagem da montadora norteamericana pelo Brasil ficou marcada pelo fracasso. A desativação da unidade paranaense gerou grande prejuízo. Já a unidade da Fiat em Betim, na grande Belo Horizonte, trabalha no limite.
Fonte: Carsale
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