Fenabrave - SC

05/03/2010

Randon fatura menos, mas aumenta margem líquida

O grupo Randon, com sede em Caixas do Sul, fez um balanço positivo de sua atuação em 2009, embora tenha tido uma queda no faturamento de 19,3% em relação ao ano anterior. Alexandre Randon, vice-presidente da empresa, disse que a crise financeira não chegou a abalar a Randon, e que a causa da queda no faturamento foi especialmente por causa das exportações, pois a crise atingiu em cheio países do Primeiro Mundo.

Astor Schmitt, diretor da empresa, explicou que apesar da queda no faturamento, a empresa teve um resultado financeiro (margem líquida) de mais de 6% no ano. E desafiou qualquer um a buscar uma empresa, em qualquer lugar do mundo, que tenha obtido um resultado como esse no setor.

O dirigente disse que, apesar da queda, o ano terminou em total recuperação, "para não dizer em estado de euforia".

 

Sofremos menos que os nossos concorrentes, ganhamos participação e fechamos o ano de forma saudável, num ritmo dinâmico, apesar do cenário que a crise estabeleceu."

Segundo ele, os pilares que sustentaram o grupo foram: inovação e tecnologia de vanguarda, "instrumentos de competitividade e avanço".

"Não mexemos no nosso quadro de recursos humanos, fizemos esforços para preservar a qualidade e o núcleo básico do nosso pessoal". A empresa agiu dessa forma por causa da percepção de que, logo após a crise, viria a retomada. "Assim teríamos que estar preparados" - disse Schmitt - "em posse de todos os nossos instrumentos, especialmente nossos recursos humanos".

 

O grupo Rondon, com dez empresas, tem nos implementos quase a metade de faturamento, 48,5%. Outros 49% vem do setor de autopeças e apenas 2,5% do setor de serviços. A empresa aumentou a participação nos EUA, graças à aliança com a estadunidense Avim Meritor e ao vigoroso mercado de reposição dos EUA. A participação dos Estados Unidos nos negócios da Randon em 2009 cresceu de 24% para 33%.

Os investimentos foram reduzidos em 53% em relação a 2008, mesmo assim foram de R$ 123 milhões no ano passado e a empresa fechou 2009 com patrimônio de 884 milhões de reais. O patrimônio tem apresentado um crescimento contínuo desde 2005.

Para 2010, a previsão é de uma receita bruta total de R$ 4 bilhões e receita líquida de 2,8 bilhões. O investimento previsto para este ano é de 200 milhões.

Joel Leite, de Porto Alegre

Fonte: Agência AutoInforme

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