Fenabrave - SC

06/11/2009

Zero Motorcycles, a moto elétrica com tecnologia da NASA

Finalmente surgiu uma motocicleta elétrica com desempenho similar ao de uma equipada com motor a gasolina com 250 cm³. A nova moto, chamada de Zero, é uma genuína trail.

Ela foi apresentada em duas versões -- a MX, para uso exclusivo no off-road, e DS, uma motard (supermoto) para uso misto no asfalto e na terra.

As motocicletas são produzidas desde junho pelo fabricante estadunidense Zero Motorcycles, em Santa Cruz, na Califórnia. A Zero foi oficialmente lançada no mercado brasileiro a semana passada, e nós pudemos avaliá-la.

FÓRMULA EXATA

Tanto a MX como a DS mostraram que a Zero Motorcycles encontrou a fórmula certa para unir os propulsores elétricos e ecologicamente corretos com a delícia de uma pilotagem mais arrojada.

Só para relembrar: antes da chegada das Zero, as motonetas e as scooters elétricos que apareciam por aqui (a maioria portando o selo made in china ) eram lentas, pesadas, de desempenho sofrível e aversas a subir ladeiras. Enfim, tinham (e têm) seu uso limitado.

A Zero é uma agradável surpresa porque muda tudo isso. A marca, representada oficialmente pelo Grupo Izzo, dá um novo impulso ao conceito de motores elétricos aplicados a veículos de duas rodas. As duas motos avaliadas provaram que as motos elétricas podem ser espertas e dar ao motociclista a mesma satisfação oferecida por uma trail de baixa cilindrada.

 

Zero MX Trail

Avaliamos as duas trail elétricas Zero: a esportiva MX (preço R$ 34.900,00), uma deliciosa trail puro sangue, totalmente pelada e sem equipamentos obrigatórios, feita para ser usada apenas no off-road. E a supermoto DS (R$ 39.900,00), concebida para uso misto -- na cidade, nas estradas asfaltadas ou no off-road.

As avaliações dessas duas máquinas, MX e DS, foram feitas em um circuito fechado, no Parque Villa Lobos, em Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista. Naquele espaço, que mesclou asfalto e terra, foi possível notar que o desempenho dessas elétricas nas ruas e trilhas é bem melhor do que se poderia esperar.

As duas motos são ágeis, versáteis e rápidas para excutar manobras. Nelas, tudo é silencioso. O motor não emite nenhum ruído, e só se percebe que a moto está ligada ao se acelerar. A resposta é imediata, e pode assustar quem não espera o forte empuxo da máquina. O índice de poluição sonora e ambiental é zero.

As motos são ótimas e têm uma forte aceleração. Só para comparar, suas respostas, absolutamente silenciosas e imediatas, são similares às respostas dadas por motos trail equipadas com motores a gasolina de 200 cm³ ou mais.

 

Zero MX Trail abastecendo

ACELERANDO

Logo de cara, as duas motos mostraram ter boa maneabilidade. Isso se explica: seu projeto vem diretamente da engenheira da NASA. As motos Zero foram projetadas pelo engenheiro aeroespacial Neal Saiki. Por isso, elas têm uma concepção completamente diferente de qualquer outra motocicleta.

As motos utilizam em sua construção e no sistema de propulsão tecnologias aplicadas em veículos da Nasa , inclusive os elétricos (aqueles jipinhos que rodam na Lua, em Marte etc), com potência de até 300 cv.

O sistema de propulsão das Zero é feito por uma bateria de ions de Lítio de 4 kWh (58 Volts @ 70Ah). Essa bateria é ligada a um computador e a um controlador que fornece a energia para o motor elétrico, de magneto permanente com escovas. O motor desenvolve uma potência de 31 cv e torque de 84,6 Nm.

Sua autonomia, declarada pelo importador, é de até 80 quilômetros. Já a recarga é completada em cerca de duas horas em quaisquer tomadas de 110 ou 220 Volts.

Graças à transmissão automática, as motos fornecem torque e potência máximos ininterruptos. Ainda segundo o importador, a velocidade máxima é de 90 km/h.

 

Chassi desenvolvido pela Nasa

Fonte: Agência AutoInforme

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