A fabricante chinesa Lifan, empresa vinculada ao Grupo Effa, apareceu pela primeira vez no Brasil no Salão do Automóvel de São Paulo de 2008, onde apresentou em primeira mão os compactos 520 e 620. A presença dos carros serviu apenas para avaliar a receptividade do público, mas os veículos não chegaram a ser colocados à venda. No evento seguinte, em outubro de 2010, a marca chinesa reapareceu, desta vez com o hatch 320 e o sedã 620, marcando o início de suas operações no País.
Com apenas dois modelos em linha e ainda novata no mercado brasileiro, a Lifan teve 1.524 automóveis vendidos de janeiro a junho deste ano - o carro-chefe é o hatch pequeno Lifan 320, com 1.118 unidades, seguido do sedã 620, com 406 unidades, no acumulado do primeiro semestre. É um número modesto. A meta para 2011 é bem mais ambiciosa: vender 15.000 carros. Para atingir esse volume expressivo até o fim do ano, a empresa conta com o lançamento de novos modelos, como o hatch 520, a minivan compacta Lifan Van e o utilitário esportivo X60 (fotos). Até o fim deste ano, a marca espera ampliar a sua rede de revendas dos atuais 22 distribuidores para 120 pontos de venda.
Com estratégia de mercado voltada para países da América Latina, em 2010 a Lifan investiu US$ 25 milhões na instalação de uma linha de montagem no Uruguai – com recursos aplicados pelo Grupo Effa -, onde monta atualmente seus veículos em regime CKD (com peças trazidas da China) e exporta para o Brasil.
Em março deste ano, as duas empresas anunciaram a implantação de um centro de pesquisa e desenvolvimento no eixo São Paulo-Campinas, que deverá representar investimento de US$ 70 milhões nos próximos quatro anos, na primeira operação desse tipo da Lifan fora da China. Lá deverão ser desenvolvidos um novo subcompacto da marca, que vai ocupar um segmento abaixo do modelo 320, e tecnologia para veículos movidos com motor elétrico. O automóvel, segundo a empresa, ajudará a marca ampliar a sua atuação mundial.
Além de projetar novos produtos, o centro será responsável pela homologação e certificação dos veículos Lifan comercializados no continente sul-americano e pela aprimoração dos já existentes nas áreas de powertrain, chassis, carroceria e eletro-eletrônica. “Os resultados obtidos pelo centro da Lifan no Brasil vão beneficiar os carros da marca vendidos no mundo todo”, explica Ronaldo Mazará Junior, diretor de Engenharia do Grupo Effa e responsável pelo projeto.
No final de junho, Lifan e Effa assinaram um acordo para a construção de uma fábrica no Brasil com valor estimado em US$ 100 milhões e capacidade para produzir 10 mil veículos por ano. A data de início das obras, de operação e o local ainda não foram definidos. Segundo a empresa, o Brasil foi escolhido como porta de entrada dos veículos Lifan nas Américas por ter uma indústria e um mercado automotivo evoluídos, com requisitos próximos aos dos mercados americano e europeu.
Fundada em 1992, a Lifan Automobile atua nos segmentos de automóveis, motocicletas, caminhões e motores, e conta com 13.000 funcionários na China. Foi a primeira marca chinesa a entrar no mercado europeu e possui representantes em 167 países da Ásia, Europa, África e América do Sul. Instalada na cidade de Chongqing, sudoeste da China, a empresa monta veículos em regime CKD (completamente desmontados) no Azerbaijão, Iraque, Egito, Russia, Irã e Etiópia. Nos primeiros cinco meses deste ano, a Lifan vendeu 36.945 veículos no mercado chinês, registrando um crescimento de 86% sobre o ano passado, de acordo com a consultoria J.D.Power.
Fonte: Carsale
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