A Fenabrave revelou novas projeções para o mercado interno de veículos em 2009. A entidade agora já considera números muito próximos aos do ano passado, o melhor do setor em cinquenta anos. Num cenário mais desfavorável as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somariam perto de 2 milhões 748 mil unidades, redução de apenas 2,6%. O cálculo mais otimista, revelado em janeiro, foi mantido e aponta para crescimento de até 4,1%, com 2 milhões 937 mil veículos negociados.
Sérgio Reze, presidente da entidade, diz que sem a redução do IPI as vendas mensais poderiam estar agora na casa 150 mil unidades, muito abaixo do verificado de janeiro a março. Estudo da entidade indica que algo como 250 mil veículos foram vendidos graças ao desconto na alíquota, adotado em dezembro. “E sem mexer na arrecadação do governo” – pelo contrário, o volume maior trouxe R$ 551 milhões a mais aos cofres públicos até 13 de março. “Não é nenhuma surpresa. Toda vez que o governo reduz algum imposto a arrecadação cresce”.
O IPI menor, agora estendido por mais três meses, terá, no entender de Reze, impacto menor daqui para frente: “Até dezembro deveremos manter média de 200 mil a 210 mil unidades mensais de automóveis e comerciais leves, com o mercado chegando ao mesmo patamar do ano passado. Isso já pode ser considerado uma vitória”.
As vendas em março, admite Reze, surpreenderam. Pudera: as 271,4 mil unidades emplacadas fizeram do mês o segundo melhor da história, superado apenas por julho de 2008. E os 668,3 mil veículos vendidos de janeiro a março ultrapassaram em 3,1% o resultado registrado no mesmo período do ano passado e determinaram recorde histórico para o primeiro trimestre.

Motos – Reze diz que a redução do Cofins para as motocicletas não será suficiente para recuperar as vendas. Justifica que a diferença no preço final é pequena. O grande entrave do segmento é a aprovação das fichas dos consumidores que desejam financiamento, cuja renda costuma ser menor que a dos compradores de automóveis.
A solução pode estar nos consórcios, que, no entanto, convive com um problema: muitos contemplados não retiram seus bens, deixando-os parado no grupo e os retirando apenas no fim do plano.
Por isso a Fenabrave se juntou à Abraciclo e à Abac, Associação Brasileira de Administradores de Consórcios, para nos próximos dias solicitar ao governo a volta da regra que dá prazo máximo de noventa dias para a retirada do bem. Caso contrário a motocicleta voltaria ao grupo para novo sorteio. Reze entende que a medida deveria valer apenas para novos contratos, não interferindo em veículos já sorteados e ainda não retirados.
fonte: autodata
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