Fenabrave - SC

09/04/2009

Contran define cronograma da obrigatoriedade do ABS

O Contran, Conselho Nacional de Trânsito, publicou no Diário Oficial da União da terça-feira, 7, normas e cronograma para a instalação obrigatória do freio ABS nos veículos vendidos no mercado brasileiro. As medidas passam a valer, gradualmente, a partir do ano que vem e prevêem que em 1º de janeiro de 2014 toda a frota brasileira de veículos novos, nacional e importada, saia de fábrica com o sistema instalado.

Na publicação o Contran define o ABS como “um sistema composto por uma unidade de comando eletrônica, sensores de velocidade das rodas e unidade hidráulica que tem por finalidade evitar o travamento das rodas durante o processo de frenagem”.

O cronograma estipula que no mínimo 8% dos automóveis e comerciais leves vendidos a partir do próximo 1º de janeiro tenha o ABS instalado. Em 2011 o índice sobe para 15%, 30% em 2012, 60% em 2013 e 100% em 2014. Para micro-ônibus, ônibus e caminhões a obrigatoriedade começa em 2013, para 40% dos veículos, sendo 2014 o prazo final para a instalação em toda a frota nova.

Carlo Gibran, gerente de marketing da unidade de controle de sistema de chassis da Bosch, diz que pouco muda nos primeiros dois anos da medida, pois atualmente cerca de 15% dos veículos novos vendidos no mercado doméstico estão equipados com o ABS.

A fabricante alemã é a única a ter linha de montagem do sistema no Brasil. Localizada em Campinas, SP, tem capacidade para produzir 250 mil unidades por ano – e ainda não atingiu a sua totalidade. Gibran explica que a unidade foi desenvolvida com o conceito modular “e está preparada para ser duplicada ou triplicada”.

Ele reconhece que a partir de 2012 será necessária a ampliação da unidade, para acompanhar a demanda do mercado, que deverá crescer. Mas garante que por enquanto tal expansão não passa de estudos internos.

Outra coisa que deve mudar é a nacionalização dos componentes: com maior escala mais peças devem ser produzidas aqui. Atualmente apenas a montagem é feita na planta, “mas todo o desenvolvimento de novos projetos e a maior parte dos testes é de responsabilidade da engenharia brasileira”.

Quanto ao impacto no preço final do veículo Carlo Gibran garante que é difícil falar alguma coisa hoje, pois depende tanto do fator escala atual quanto das estratégias da empresa.

fonte: Autodata

Imprimir
Fenabrave-SC © Todos os Direitos Reservados
Rua: José Ferreira da Silva, 43 Térreo
Centro – Itajaí SC – CEP 88301-335
Fone (47) 3241 0330
by Ksys