Fenabrave - SC

11/08/2011

Fiat Freemont será vendido a partir de R$ 81.900

Carsale - A Fiat lançou oficialmente na noite desta quarta-feira (10) o crossover Freemont. Trata-se do primeiro modelo produzido em parceria com a norte-americana Chrysler, após a integração acionária de 2009. Ele é produzido na cidade de Toluca, no México, e será importado sem pagar alíquota de importação pelos termos do acordo comercial entre as nações da América Latina. A ideia é vender entre 1.000 e 1.500 unidades do modelo feito a partir do Dodge Journey.Com a intenção de mudar sua imagem de especialista em modelos compactos, a Fiat agora quer atingir um novo consumidor, que vem nascendo com a ascensão econômica e social do Brasil.

De acordo com o diretor comercial da Fiat, Lélio Ramos, “esse novo consumidor classe A busca três coisas na hora de comprar um carro novo: produto premium, preço competitivo e status”. E o último fator citado pelo executivo vem sendo questionado pelos mais pessimistas. A Fiat é hoje a líder de vendas no mercado nacional, respondendo por cerca de 22,5% de participação e  cerca de 37 mil veículos a mais que a segunda colocada, a Volkswagen. Porém, a maioria esmagadora destes bons números é concentrado nos modelos chamados populares, como o Mille, Uno e Palio. Assim, a marca ficou tradicionalmente conhecida por produzir carros de baixo custo e o grande desafio com o Freemont é alterar esse cenário.



Para atingir esse objetivo a proposta é oferecer um Journey reformulado e recheado de equipamentos. “Comparando com os concorrentes, o Freemont possui o melhor custo-benefício e o maior pacote de itens de série”, disse Lélio Ramos. Mas será o suficiente para convencer o público exigente que compra modelos de luxo? Se depender da lista de itens de série, a marca italiana terá boas chances de se sair bem.

O Freemont é oferecido em duas versões:  a mais simples é a Emotion, que custa R$ 81.900, e traz freios ABS, controle de tração e estabilidade e o curioso TSC (Trailer Sway Control), que corrige os problemas de dirigibilidade ao carregar a conhecida “carretinha”, ou reboque. Também traz diferencias como a tela multimídia de 4,3 polegadas sensível ao toque, sistema de chave presencial, acionamento da ignição do motor pelo botão “star/stop” e rodas de liga leve de 16”. Como opcional, apenas as barras de teto longitudinais fixas e transversais ajustáveis.

Já a topo de linha, chamada de Precision e que custa R$86.000, oferece a lista de componentes citados acima, adicionando a terceira fileira de bancos, ar-condicionado digital com três áreas de temperatura, 6 airbags (contra 2 da Emotion), ajuste elétrico dos bancos, sensor de estacionamento e rodas de liga leve de 17”. Opcionais são bancos de couro e o teto solar.

 O Freemont  vem com motor 2.4 16V da Chrysler, que oferece 172 cavalos de potência. Questionado sobre a possibilidade do carro ter outra opção de motor em um futuro próximo, o presidente do grupo Fiat-Chysler para a América Latina, Cledorvino Belini, foi taxativo.“Institucionalmente, quando for produzido algum modelo fruto da parceria entre as duas marcas, há uma tendência de que aqueles que levarem o logo da Fiat, tenham motores menores. E os Chrysler, propulsores maiores. Porém, não é nada certo. Sendo que a nova geração do Dodge Journey será lançado no Brasil ainda esse ano e lá poderemos saber qual será a real estratégia”, disse o comandante da montadora italiana.

Fonte: Carsaleuol

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