Fenabrave - SC

11/11/2009

Citroën apresenta sua versão para o Mitsubishi i-MiEV, o C-Zero

Quando a Peugeot apresentou ao mundo seu modelo elétrico, o iOn, no Salão de Frankfurt, não houve como fugir da mais acabada definição de “badge engineering”, ou engenharia de emblema. Ela consiste em vender um carro de uma marca sob o emblema de outra. No caso do iOn, a origem é Mitsubishi, mais exatamente o i-MiEV. Agora, chegou a vez de a Citroën apresentar sua versão do carrinho elétrico. E ela recebeu o nome C-ZERO, de zero emissões. Um nome que se casa bem com a tradição da marca.

Apesar de também não ser muito diferente do i-MiEV, o C-ZERO tem um pouco mais de personalidade, talvez pela semelhança entre o desenho do Mitsubishi e o dos veículos mais recentes da Citroën, bastante arredondados. O emblema, colocado bem na base do capô, também faz o carro parecer um Citroën, bem como a parte preta do para-choque dianteiro.

A Citroën não divulgou fotos da traseira do carro nem seus dados técnicos, só que o carro começará a ser vendido no correr do último trimestre de 2010. Nem seria preciso. Com tão poucas mudanças externas, não seria de esperar que a parte mecânica mudasse, também.

O i-MiEV é baseado em um famoso kei car da Mitsubishi, o i. Esse carrinho, com apenas 3,40 m de comprimento, tem um entreeixos de 2,55 m. É o mesmo que o Honda City e 5 cm maior que o do Honda Fit, um carro conhecido por seu bom espaço interno.

O aproveitamento de espaço se deve à posição do motor, sob os bancos traseiros e adiante do eixo traseiro, o que deve torná-lo um carrinho com interessante equilíbrio dinâmico. Como todo kei car, o i tem motor de 660 cm³. A tração é traseira.

No i-MiEV, a disposição do motor e a tração são as mesmas. O motor do i-MiEV tem 47 kW (64 cv) de 3.000 rpm a 6.000 rpm e 180 Nm de 0 a 2.000 rpm. Apesar de pequeno, o i-MiEV é pesado: tem 1.100 kg, contra 900 kg do i com motor a combustão. A Mitsubishi não divulgou os dados de desempenho do carro.

Falando nelas, as baterias levam 14 horas para recarregar se forem plugadas a uma tomada de 110V. Melhor é carregá-las em uma tomada de 220V, o que leva 7 horas, ou em um dos diversos postos de recarga rápida que a Mitsubishi pretende espalhar pelo Japão. Neles, 80% da recarga levará cerca de 30 minutos.

Outra forma de carregar as baterias é com os freios regenerativos, que aproveitam a força da frenagem para gerar eletricidade. Há até uma posição diferente no seletor do câmbio, chamada B, que serve para conseguir o máximo de carga nas frenagens. Além dela, há também a posição Eco, que serve para economizar energia, e D, para dirigir com o máximo de potência.

Mesmo com o câmbio nessa posição é possível economizar energia, uma vez que, entre os mostradores, há um que calcula a autonomia do carro de acordo com o modo como o motorista vem dirigindo o i-MiEV nos últimos quilômetros. Isso facilitará a vida de quem não conhece carros elétricos muito bem, além de evitar que a pilha do carrinho acabe antes que cada um de seus donos cheguem a seus destinos.

A Peugeot e a Citroën têm diversas histórias de parcerias com outras empresas, inclusive com a Mitsubishi, que fabrica para elas, respectivamente,
o 4007 e o C-Crosser, ambos baseados no Outlander, mas nos dois casos há mudanças de aparência suficientes para identificar os carros como pertencentes a outros fabricantes. No caso do i-MiEV, do íon e agora do C-ZERO, não parece haver nenhuma.

O C-ZERO não é o primeiro elétrico da Citroën. Ela também vende o Berlingo First Eletrique, desenvolvido em parceria com a
Volage.

Texto: Gustavo Henrique Ruffo
Fotos: Divulgação

Fonte: WebMotors

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