12/01/2011
GM adia decisão sobre fábrica em SC
A crise na Europa e a valorização do real em relação ao euro estão ajudando a direção da General Motors a adiar os planos de construir uma fábrica de módulos de transmissão no Brasil. Mais de um terço do volume desses componentes usado pela montadora no Brasil são trazidos da Hungria. Mas caso a empresa decida mesmo fazer o investimento, a escolha da localização já está definida, segundo o presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila. Será mesmo, confirma o executivo, ao lado da fábrica de motores, que está sendo construída em Joinville (SC).
Por um lado, a queda de demanda na Europa ajuda a GM a aproveitar a ociosidade nas instalações europeias para suprir o mercado brasileiro, que, ao contrário, está na fase de crescimento. Ardila não confirma, no entanto, que esta seja uma estratégia planejada pela companhia. "Já faz vários anos que compramos da Hungria", diz. Por outro lado, o executivo reconhece a vantagem cambial, que favorece as importações da Europa.
A produção húngara representa 30% das necessidades que a GM tem para abastecer o Brasil e Argentina. Os 70% restantes são fornecidos pela fábrica da montadora em São José dos Campos (SP).
O executivo não revela quanto tempo a direção da empresa levará para tomar a decisão final sobre investimento para ter uma produção dos módulos de transmissão totalmente nacional. Ele lembra, aliás, que o contrato com a Europa está garantido até 2014. Somente uma reversão na crise na economia europeia, o que não é esperado, seria motivo de a empresa ter alguma pressa para tomar a decisão.
O governo de Santa Catarina esperava que a decisão saísse em breve. Por se tratar de componente importante para o chamado trem de força dos veículos, uma linha de produção de módulos de transmissão exige investimento elevado. No caso da GM, são esperados pelo menos R$ 350 milhões.
Fonte: FenabraveNacional
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