O Sindipeças está pessimista quanto ao desempenho da balança comercial do setor de autopeças. O que mais preocupa seus conselheiros é a trajetória das exportações, que despencaram 53% em janeiro sobre o mesmo mês do ano passado. As importações de componentes também caíram, mas apenas 25%. No primeiro bimestre as exportações somaram 794 milhões, contra US$ 1,249 bilhão das importações – com um déficit de US$ 455 milhões. No mesmo período do ano passado o déficit foi de US$ 336 milhões. Essas estatísticas incluem as operações de autopeças dos associados do Sindipeças e também das montadoras de veículos. Fonte: Automotive Business
O saldo da balança comercial de 2008 foi negativo em nada menos do que US$ 2,5 bilhões – o maior déficit comercial da história. As importações de componentes, oriundas de 132 países, chegaram a US$ 12,6 bilhões, 37% superiores às do ano anterior. Os embarques, para 175 países, também cresceram, porém menos de 11%, totalizando pouco mais de US$ 10 bilhões.
“O mercado lá fora está desaparecendo, ou porque não há demanda ou porque as matrizes de nossas empresas de autopeças tomaram conta de nossos negócios lá fora” – explica Paulo Butori, presidente da entidade.
Para ele, a situação das empresas locais vai piorar se a General Motors for declarada insolvente, o que provocaria um tsunami sobre a cadeia de suprimentos. Haveria uma quebradeira geral entre os fornecedores, com impacto sobre o Brasil.
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