A Honda declarou que espera se recuperar do terremoto de 11 de março no Japão, que causou danos em suas fábricas e na produção de peças, antes do esperado e retornar a produção normal antes do fim do ano. A montadora planeja priorizar o mercado de suprimento de peças dos Estados Unidos e da China, segundo declarou à agência Reuters Ike Sumihiko, diretor financeiro da empresa.
Nos Estados Unidos, a montadora não tem saída para se prevenir da queda na participação de mercado e deve reduzir a produção do seu best-seller, o Civic, pelos próximos meses. A Honda planeja diminuir as promoções, uma vez que carece de oferta do produto e sofre falta de suplementos em três áreas: componentes elétricos, tinta e borracha.
A empresa disse no mês passado que os rendimentos líquidos caíram 38% para o primeiro trimestre, logo depois do terremoto. O desastre teria custado à montadora japonesa 45.7 bilhões de ienes (R$ 909.430) no ano fiscal encerrado em março. Ainda assim, o lucro líquido quase dobrou para 534 bilhões de ienes (R$ 10.626.600), enquanto as vendas ganharam 4,2%.
No Brasil, a Honda fará uma parada em sua fábrica de Sumaré (SP) por causa dos impactos sofridos pelos fornecedores. A produção do Civic, City e Fit serão paralisadas entre os dias 23 de maio e 3 de junho, como antecipou a Autoesporte. A interrupção afetará diretamente os planos de mercado da marca para o Brasil, incluindo o lançamento da nova geração do Civic. Antes marcada para outubro deste ano, a chegada do novo sedã ficou para o início do ano que vem.
Fonte: Autonews
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