Mistério encerrado! Fiat 500, o urbaninho reeditado pela marca italiana, começará a ser vendido no Brasil a partir de outubro de 2009. A sua chegada foi confirmada depois que o WebMotors recebeu o convite da Fiat para rodar com o automóvel pequenino no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Foram três voltas a uma velocidade média de 50 km/h.
A primeira sensação, ao sentar no Fiat 500, é a de voltar no tempo. A posição de dirigir elevada e a alavanca do câmbio colocada no console, esquema Doblò, tornam tudo diferente. A visibilidade é boa e o pára-brisa, apresar de bem inclinado, transmite a uma impressão de proximidade. Esta percepção fica mais evidente devido ao pequeno espaço interno do automóvel. Com uma pessoa de estatura média (1,70 m) dirigindo fica praticamente impossível de levar alguém no banco traseiro, devido a falta de espaço para as pernas.
O volante com três raios tem os mesmos comandos para acionar o som e o sistema de viva-voz do Fiat Linea e Punto. O chaveiro do tipo canivete também está dentro do pacote. O painel totalmente redondo, em peça única, lembra aqueles instrumentos de medição dos carros de provas de arrancada. O primeiro ponteiro marca a velocidade e o segundo as rotações do motor. No miolo vão informações como nível do tanque do combustível e temperatura do motor.
Virando a chave, nada de roncos vibrantes, afinal, trata-se de um motor 1,4-litro de 100 cv de potência máxima a 6.000 rpm. O grande trunfo do Fiat 500 está na verdade em seu peso em ordem de marcha, 930 kg. Este detalhe dá ao compacto uma relação peso/potência de 9,3 kg/cv.
A largada é iniciada e o Fiat 500 segue na reta dos boxes “pulando” o “S” do Senna. Logo na entrada da pista, na reta oposta, o Fiat alcançou os 100 km/h em menos de 10s. Segundo dados do fabricante, o compacto acelera de 0 a 100 km/h em 10,5s.
Longe de poder chegar a sua velocidade máxima de 182 km/h na reta oposta do autódromo, o Fiat 500 faz a sua primeira frenagem para efetuar a sua primeira tomada de curva. Sem nenhum sofrimento, o urbaninho faz o traçado tranquilamente e retoma a velocidade. Neste momento dá para notar o trabalho perfeito da suspensão dianteira, formada McPherson, e da traseira formada por braços independentes. O Fiat 500 se demonstrou um automóvel grudado no chão e ideal para o asfalto.
Equipado com pneus 185/55 R15 de banda esportiva, o carrinho manteve bem a tocada no percurso, o único problema apareceu na última curva do circuito, onde a velocidade e a rotação do motor tiveram de ser baixadas. A retomada abaixo dos 3.000 rpm fica um pouco sofrida, algo próximo dos motores de 16 válvulas fabricados antigamente. Depois que entrou no “trilho”, o 500 começou a subir gostoso, rumo a reta da vitória.
A vontade do motor 1,4-litro foi tão convincente que houve até a possibilidade do chamado da 6ª marcha, porém a brincadeira se encerrava. Logo a frente estava o “S” do Senna. Ai não tem jeito, “segundinha” para não fazer feio.
Comprar ou não comprar? Eis a questão
A primeira vez que o WebMotors publicou uma matéria sobre a chegada do Fiat 500 ao Brasil foi em 2008. Na época, o internauta Estevan Paiva pegou o carro camuflado de “mão cheia”. No Salão do Automóvel de 2008, a Fiat apresentou o carro em seu estande e disse que ele não seria comercializado naquele momento.
Agora, com a coqueluche dos urbaninhos, a empresa italiana deve retomar a importação do modelo, por meio do México. Ou seja, com o acordo bilateral o carro deve chegar a um preço bem competitivo.
Os concorrentes do Fiat 500 estão vendendo adoidados dentro do segmento que ocupam. O smart, já testado pelo WebMotors, emplacou 204 unidades em apenas dois meses. Já o MINI, também avaliado pelo WebMotors, comercializou 125 unidades.
O que vale é o estilo e o prazer de dirigir, afinal, são poucos os compactos que geram uma relação peso/potência abaixo dos 10 kg/cv. Vale lembrar que não dá para você exigir nesta categoria, espaço no porta-malas, manutenção acessível, seguro barato e conforto ao extremo.
FICHA TÉCNICA – Fiat 500
| MOTOR | Quatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, refrigeração a água, 1.368 cm³ |
| POTÊNCIA | 100 cv a 6.000 rpm |
| TORQUE | 131 Nm a 4.250 rpm |
| CÂMBIO | Manual de seis velocidades |
| TRAÇÃO | Dianteira |
| DIREÇÃO | Por pinhão e cremalheira com assitência |
| RODAS | Aro 15”, de liga-leve |
| PNEUS | 185/55 R15 na dianteira e na traseira |
| COMPRIMENTO | 3,55 m |
| ALTURA | 1,48 m |
| LARGURA | 1,74 m |
| ENTREEIXO | 2,30 m |
| PORTA-MALAS | 185 l |
| PESO (em ordem de marcha) | 930 kg |
| TANQUE | 35 l |
| SUSPENSÃO | Dianteira independente, tipo MacPherson; traseira interdependente |
| FREIOS | Discos nas quatro com ABS |
| CORES | não divulgado |
| PREÇO | não divulgado |
Fonte: WebMotors
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