Fenabrave - SC

17/10/2011

PIB pode crescer abaixo de 3% neste ano e em 2012, afirma economista

A economia brasileira corre risco expressivo de crescer abaixo de 3% neste e no próximo ano. Se isso ocorrer, terá desempenho bem pior que o esperado pelo governo e mesmo pelo mercado. O alerta é do economista-chefe do banco Credit Suisse, Nilson Teixeira, que prevê expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 de 2,9%. Se não houver retomada expressiva da atividade econômica neste trimestre e no primeiro de 2012, probabilidade que ele considera baixa, o PIB pode avançar apenas 2,2% no ano que vem.

Tanto o Banco Central (BC) quanto a mediana do mercado, capturada pelo boletim Focus, estão projetando crescimento de 3,5% para este ano. Já o Ministério da Fazenda espera alta de 3,8% em 2011, embora oficialmente ainda mantenha a previsão de 4%. Para 2012, o mercado projeta expansão de 3,7%.

Teixeira acredita que os analistas serão obrigados a rever as projeções nas próximas semanas. Em função do cenário atual de elevada incerteza externa e de desaceleração de alguns indicadores menos voláteis de atividade doméstica (por exemplo, mercado de trabalho), uma aceleração muito expressiva no quarto trimestre parece bastante improvável, sustenta o economista em estudo divulgado com exclusividade ao Valor.

Teixeira acredita que a produção industrial recuou 1,5% em setembro (com ajuste sazonal), quando comparada a agosto. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, também houve contração de 1,5%. Essa redução expressiva do crescimento da produção industrial ante o mesmo período do ano anterior é sugerida pela desaceleração da produção de veículos (de 5,5% em agosto para -6,2% em setembro) e das importações de bens intermediários - de 14,9% para 0,4% , explicou.

Diante disso, o economista do Credit Suisse aposta que o IBC-Br de setembro terá alta de 0,1% em relação a agosto, resultando em contração no trimestre julho-agosto-setembro de 0,3% (com ajuste sazonal). As projeções do BC e do mercado para o PIB em 2011 embutem crescimento médio do PIB em relação ao trimestre anterior de 0,8% no terceiro e no quarto trimestres. Como Teixeira acredita que houve contração de 0,1% no terceiro trimestre, para a economia crescer os 3,5% esperados pelo mercado e o BC, a atividade econômica teria que avançar 2,7% no último trimestre do ano.
Fonte: FenabraveNacional
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