Fenabrave - SC

17/11/2011

JAC apresenta projeto de fábrica na Bahia com forte apelo emocional

Sérgio Habib, presidente da JAC Motors do Brasil, fez uma verdadeira declaração de amor à Bahia ao anunciar na tarde ontem, em Salvador, a construção da fábrica da marca em Camaçari. Foi um evento onde o emocional suplantou o racional, mesmo sendo um momento de assinatura do protocolo para a construção da fábrica que custará R$ 900 milhões, sendo 80% da SHC, empresa que Sérgio Habibi é presidente, e 20% da JAC chinesa. Mas, Sérgio Habib conseguiu responder a uma pergunta que todos faziam antes do início da cerimônia: o que a Bahia ofereceu ao empresário para escolher este estado?

A resposta foi emocionante. Habib mostrou um vídeo carregado de emoção onde aparecem crianças tendo educação e cultura, além de alimentação, patrocinadas pelo seu braço filantrópico a Fundação HSC, na cidade de Trancoso. Depois do vídeo, uma orquestra apresentou músicas populares variadas. Os músicos vestidos de macacão cor laranja eram alunos desta instituição. Sérgio Habib salientou que a sua ligação com a Bahia é antiga, tanto é que tem uma casa em Trancoso.

Tanto Habib quanto o governador Jaques Vagner, que esteve presente ao evento, garantiram que não houve nenhuma disputa com outros estados para que a JAC fosse construída na Bahia, como aconteceu com a Ford, que, por incentivos fiscais e um dura batalha, deixou o Rio Grande Sul, quando o governo era do PT, e foi para a Bahia, governado atualmente pelo mesmo PT. Habib endossou as palavras do governador:

A primeira coisa que o governador me falou é que ele não entraria em leilão com outros estados.

A fábrica começará a funcionar em 2014 e ali será produzido um carro totalmente novo com duas motorização, um 1.4 e outro 1.5. A capacidade de produção será de 100 mil carros ano.

Na sua apresentação, Sérgio Habib fez duras críticas à decisão do Governo Federal em aumentar o IPI para carros importados. Mostrou que o único que saiu ganhando foi o México. Os números apresentados pelo empresário mostraram também que a indústria brasileira não ganhou nada. Ele afirmou que esta foi uma atitude desnecessária. Lembrou também que um país sério, como é o Brasil, não muda a regra no meio do jogo.

Fonte: Autoinforme

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