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Versão ‘apimentada’ do esportivo encerra série de lançamentos da Audi em 2009
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Junto com o S3, a configuração mais nervosa do hatch médio A3 Sportback, o TTS chega para intensificar ainda mais essa aura de esportividade perseguida pela montadora. Ao mesmo tempo, a Audi, que chegou a fechar concessionárias pelo País nos últimos anos, agora dá sinais claros de que pretende reassumir por aqui a liderança do mercado de veículos de luxo – obtida nos tempos em que produziu o hatch A3 nacional, em parceria com a Volkswagen. Há até um prazo estipulado pela matriz alemã: 2015. Justamente por isso, a marca seguirá com sua profusão de lançamentos até maio de 2010. A ideia é ter modelos espalhados por todos os segmentos de luxo, para brigar em igualdade com as arqui-rivais BMW e Mercedes-Benz. Há também uma seqüência lógica por trás da estratégia da fabricante. E o TTS não é um mero ‘player’. Trata-se da versão mais esportiva de um carro emblemático para a Audi. Lançado em 1998, o cupê/roadster quebrou paradigmas com o estilo de linhas ousadas para a época. O modelo recém-lançado, cujas vendas começam ainda esse ano, é de segunda geração, lançada mundialmente em 2006. Em relação ao antecessor, perdeu-se um pouco do estilo. Por outro lado, o TT atual oferece tecnologias de ponta mais contemporâneas. O destaque da versão é o motor 2.0 TFSI, com injeção direta de combustível e 272 cv de potência. Confira abaixo os atributos que fazem do esportivo um dos modelos mais prazerosos de dirigir da Audi. Mecânica é o principal destaque da versão O Audi TT já é um carro divertido e feito para divertir desde a versão básica. O esportivo vem equipado com o mesmo motor 2.0 FSI, de quatro cilindros em linha, dotado de injeção direta, turbocompressor e capaz de gerar 200 cv de potência e um torque interessante de 28,5 kgfm, despejados integralmente a partir de 1.800 rpm até os 5 mil giros. A força do modelo mais simples o leva de 0 (zero) a 100 km/h em rápidos 6,4 segundos. E com uma modificação aqui, outra ali, a engenharia da marca das argolas conseguiu fazer esse mesmo motor gerar 72 cv a mais. O bloco 2.0 litros feito em alumínio teve a central eletrônica recalibrada, ganhou novos pistões e eixos de comando, cabeçote redesenhado e aprimoramentos na refrigeração das paredes internas, com reforços no apoio inferior. Já os cilindros ganharam camisas reforçadas e injetores específicos para a versão, com árvores de contrabalanço para controlar as vibrações. A Audi ainda adotou novos compostos no resfriador do turbocompressor, paletas maiores na turbina e um novo tipo de aço no escapamento para suportar a elevada pressão de 1,2 bar – valor bem mais alto que o normalmente aplicado nos turbos, com pressões entre 0.6 bar e 08 bar. E o resultado fica explícito nos números de rendimento do TTS, bem mais elevados que os da versão normal. São 272 cv de potência aos 6 mil rpm e um torque pesado de 35,7 kgfm, disponíveis em ampla faixa de giros, a partir de 2.500 rpm até 5 mil rotações. O câmbio acoplado é o mesmo da configuração mais calminha, o moderno automatizado S tronic de seis velocidades e dupla embreagem, com paddle shifts atrás do volante para trocas manuais. O conjunto tem limite eletrônico de 250 km/h, velocidade que, segundo a Audi, seria superada facilmente sem o corte programado. Tecnologias de ponta distribuídas pelo carro Mas não bastavam apenas fazer modificações mecânicas no TTS. Era preciso reforçar a estrutura da carroceria para o modelo suportar tal rendimento. Então, a Audi aplicou o sistema chamado Magnetic Ride nos amortecedores do conjunto de suspensão. O recurso usa microesferas metálicas para controlar a viscosidade do fluido que vai dentro dos pistões e, assim, oferecer um movimento de suspensão mais macio ou rígido. Com o controle magnético, o conjunto pode ser rebaixado em até 10 milímetros em velocidades elevadas, para aumentar o equilíbrio dinâmico. E ao ultrapassar os 120 km/h, um singelo aerofólio embutido emerge na traseira. O TTS também é equipado de série com a tração integral quattro da montadora. O sistema despeja o torque do motor em cada um dos eixos de acordo com a necessidade, podendo desviar a energia em milésimos de segundos em situações de perda de aderência, por exemplo. E para completar o conjunto, o cupê-conversível usa ainda a estrutura Audi Space Frame, que mistura alumínio e aço para reduzir o peso e obter uma distribuição ideal. O aço é utilizado na traseira, enquanto a frente é composta de alumínio – metal presente até nos retrovisores laterais. Com isso, a relação peso/potência impressiona: são 5,1 kg/cv no cupê e 5,4 kg/cv no roadster. Interior veste luxo e esportividade Com o aumento nítido de potência, a Audi resolveu investir também na estética, para deixar o TTS mais temperado visualmente. Na dianteira, o modelo ganhou para-choques mais imponente, com uma larga tomada de ar na base, e seções maiores nas pontas, onde ficam as luzes de neblina. A clássica grade em formato de trapézio invertido exibe molduras cromadas em volta e no interior, em barras longitudinais destacadas. Já os faróis passam a ter a fileira de diodos de luz (leds) presentes nos modelos esportivos mais caros da montadora. Nas laterais, o destaque são as enormes rodas de liga leve de 18 polegadas. E atrás as ponteiras duplas também são cromadas. Por dentro, a Audi trabalhou para deixar o habitáculo igualmente marcante e arrojado. Há detalhes cromados espalhados por todo o painel, contornando as saídas de ventilação redondas. A manopla do câmbio tem pomo exclusivo, feito em alumínio escovado e a inscrição TTS, com a letra S em vermelho, aparece destacada em vários locais, dentro e fora do veículo. Há ainda pedaleiras, bancos revestidos de couro com partes cobertas de camurça (Alcântara) e costura pespontada, além de ajustes elétricos nos assentos e volante multifunção também de couro, com base achatada e empunhadura anatômica. O esportivo ainda vem recheado de equipamentos que justificam, com o acabamento primoroso, o status de carro de luxo. Há ar-condicionado de duas zonas, sistema de som premium da marca Bose com rádio/CD/MP3 e conexão Bluetooth, airbags duplos frontais e laterais, controles eletrônicos de estabilidade e de tração, faróis bixênon autoajustáveis com limpadores, sensores de obstáculos traseiros e de monitoramento da pressão dos pneus, entre outros. O TTS Coupé parte de R$ 283.750, enquanto o conversível sai das revendas por R$ 299 mil. Para a Audi, o esportivo é um de seus ícones recentes. Por isso, as vendas terão caráter estritamente emocional. Justamente o ponto-chave do projeto para reconquistar seu público por aqui. Primeiras impressões Dos carros da Audi, o TT é um dos modelos mais envolventes. O volante multifuncional de aro pequeno e base achatada, com borboletas para trocas manuais de marcha, combinado ao interior compacto, faz com que o motorista sinta a sensação de vestir o carro. A altura mais baixa em relação ao asfalto e o equilíbrio dinâmico do carro também proporcionam uma experiência marcante. Na versão S, há ainda um ingrediente adicional. A mecânica mais forte produz acelerações intensas que tornam os passeios no esportivo extremamente emocionantes. No curtinho test-drive, realizado no Sambódromo paulistano, foi possível sentir toda essa combinação agressiva do TTS. A bordo da versão roadster, de 1.455 quilos e com uma relação peso/potência de baixos 5,4 km/cv, foi possível extrair acelerações de tirar o fôlego. A grande sintonia entre o motor 2.0 TFSI de 272 cv e o câmbio automatizado S tronic de seis velocidades e dupla embreagem faz os giros subirem rapidamente, com trocas dinâmicas – quase imperceptíveis. E o torque de 35,7 kgfm, constante entre 2.500 rpm e 5 mil giros, entrega a força máxima quase a toda hora. Já no teste de slalom, o carrinho de luxo comportou-se como um kart. Leve e ágil, o modelo faz curvas em espaços curtos e torce bem pouco a carroceria feita 68% de alumínio e 32% de aço. As rodas enormes de 18 polegadas, além de chamarem a atenção, e a tração quattro também auxiliam na tarefa de manter o modelo grudado no chão. Além de todo o ímpeto, o TTS tem ainda um interior refinado e de visual esportivo, com molduras cromadas no painel e na manopla do câmbio. E se o objetivo era oferecer um modelo que oferecesse o luxo aliado à uma esportividade exaltada, o TTS foi a escolha perfeita para a Audi.
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Fonte: Carsale
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