O setor de motos foi o que mais sofreu com a crise econômica mundial. Os bancos não facilitaram o crédito para ter de volta o consumidor, que até outubro de 2008 comprava uma moto com um real de entrada e financiava o resto em até 60 meses.
A falta de crédito foi a principal causa para a indústria de motos apresentar uma queda em 2009. O governo criou varias formas de incentivo para que o setor voltasse ao ritmo de antes: reduziu impostos como o PIS, o COFINS e liberou dinheiro através dos bancos federais, a Caixa e Banco do Brasil. Mesmo assim, o mercado não reagiu e a indústria caiu 16%.
Com as vendas em baixa a produção também caiu, terminando o ano passado com a fabricação 1,53 milhão de motos -- uma queda de 33,8% em relação a 2008. Os dados foram divulgados pela Abraciclo - Associação dos fabricantes de motos.
Em dezembro foram comercializadas 158.228 unidades, uma alta de 19,4% em relação a novembro. Paulo Takeuchi, presidente da Abraciclo, disse que "os números demonstram que o consumidor está mais confiante para efetivar suas compras. Esperamos que, com as medidas recentemente anunciadas, tenhamos uma verdadeira retomada de crescimento nesse começo de 2010".
No fim do ano passado, o governo fez a liberação de R$ 3 bilhões para o financiamento de motos até 250cc, além de autorizar a volta da isenção do COFINS. A previsão para esse ano é chegar a 1.880 milhões de motos vendidas
Fonte: Agência AutoInforme
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