Fenabrave - SC

18/01/2010

VW agora é a maior acionista da Suzuki; GM muda o comando da Opel

Por quase € 1,7 bilhão (algo como R$ 4,4 bilhões), o grupo alemão Volkswagen concluiu a aquisição de 19,9% do controle da montadora japonesa Suzuki Motor, tornando-se seu maior acionista.

Em comunicado, a Suzuki relatou que a aliança com a Volkswagen envolve todas as áreas operacionais, aí incluído o desenvolvimento de veículos híbridos, movidos a diesel e elétricos.

Na prática, a parceria estabelecida entre as duas companhias busca o crescimento de suas marcas no mercado global. Nesse contexto, os focos iniciais estão voltados para os mercados da China e da Índia.

Opel sob nova direção e com dinheiro

O grupo norte-americano General Motors montou uma nova equipe para comandar sua subsidiária alemã Opel, tendo à frente Nick Reilly. Pelas informações iniciais, Reilly – responsável pelas operações da GM na Europa – deixará seu cargo no conselho superior do grupo.

Mark James, presidente e responsável pela área financeira da filial sul-coreana GM Daewoo, foi transferido para o cargo de diretor financeiro da Opel.

O diretor de engenharia da Opel, Hans Demant, terá outra função no grupo norte-americano: cuidará dos direitos de propriedade intelectual da GM em alianças e parcerias. 

Com a nova direção, a GM - cujos 61% do capital pertencem ao governo dos Estados Unidos - inicia de fato o processo de recuperação da Opel. Para tanto, está destinando U$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,7 bilhão) para a montadora alemã, à título de empréstimo.

A GM também negocia com os governos europeus um empréstimo de € 3,3 bilhões (algo como R$ 8,3 bilhões) para dar sequência à recuperação de sua divisão europeia, que além da Opel inclui a britânica Vauxhall. Os novos recursos ajudariam, por exemplo, a Opel a antecipar os pagamentos por ser viços de engenharia, inicialmente programados para abril e julho.

Apesar dos esforços de recuperação, a situação da Opel continua complicada: na sexta-feira (15/1), cerca de 12 mil funcionários das quatro fábricas alemãs da montadora (quase metade de sua força de trabalho) operavam em jornadas reduzidas de trabalho.

Fonte: Agências internacionais / The Wall Street Journal / Financial Times / Valor Econômico / Foto: Divulgação

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