A Nissan lançou ontem (18) em Curitiba não apenas um carro, mas uma nova fase da sua história no Brasil. Com o Livina, a empresa passa a participar - com um produto feito no Brasil - do mercado de carros pequenos, de longe o mais importante e o que proporciona maior faturamento, dada a sua amplitude.
O catálogo de produtos da empresa é amplo. Além da picape Frontier, também fabricada na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná, importa o sedã Sentra, o Tiida, a Phatfinder e o X Terra. Mas mesmo com todos esses produtos a empresa atuava em apenas 1,9% do mercado. Com o Livina, vai ampliar a sua presença em cerca de 3,0% do mercado nacional.
O Livina é um carro difícil de classificar. Está sendo chamado de minivan compacta. Pode ser visto também como uma perua. Tem o porte do Fit, que a Nissan elegeu o principal concorrente. Visto de lateral lembra o carro da Honda. Mas ele tem ainda como concorrentes diretos o Space Fox, da Volks, e as minivans pequenas Idea, da Fiat, e Meriva, da GM.
Tem linhas laterais limpas, sem arestas, sem vincos e sem saliências. Na dianteira, o destaque é a grade, que pode ser cromada ou preta, dependendo da versão. Em ambos os casos, ela reforça bem o aspecto robusto que a Nissan quer empreender ao carro. Tem uma boa área envidraçada e, segundo a fábrica, o maior espaço interno da categoria, tanto para os passageiros quanto para bagagem. A propósito, o porta-malas é generoso: o assoalho é rebaixado, permitindo a acomodação de várias malas. É realmente surpreendente.
As revendas Nissan vão argumentar a favor do Livina o índice de reparabilidade, o menor da categoria (Sesvi - Car Group 17) e a garantia de três anos, a mesma do Fit e três vezes maior do que os demais concorrentes diretos.
Para completar o tanquinho de gasolina, usado para dar a partida quando só tem álcool no tanque, nos dias frios, o dono do Livina não precisa abrir o capô. Uma tampa sobre o capô dá acesso ao reservatório, proporcionando maior conforto e segurança ao usuário. O sistema não é inédito, já é usado no Civic e no Fit.
O carro tem direção elétrica com assistência variável. Além de oferecer mais segurança ao usuário - pois vai ficando mais dura conforme o aumento da velocidade - traz uma economiza de 3% no consumo de combustível.
Outros aspectos a destacar são a boa área envidraçada e a boa quantidade de porta-objetos: 11, além do porta luvas.
O carro como um todo causa muito boa impressão. A Nissan planeja a venda de 7,2 mil unidades este ano, de abril e dezembro (o carro começa a ser vendido no fim de março), ou cerca de 800 unidades por mês.
Os maiores diferenciais que a Nissan elegeu para vender o Livina são o espaço interno, o acabamento e a potência do motor. O carro tem duas opções de motor, 1.6 e 18, ambos de 16 válvulas e flex. E duas versões de acabamento.
A versão básica com motor 1.6 e câmbio mecânico custa R$ 46.690,00. A versão básica com motor 1.8 e câmbio automático custa R$ 50.690,00.
A versão SL, com acabamento superior, também tem opções de motor 1.6 com câmbio mecânico (R$ 51.490,00) e de motor 1.8 com câmbio automático, a topo de linha, que custa R$ 56.690,00.
O Livina é um carro feito para o Terceiro Mundo. Além do Brasil, é produzido na África do Sul, China, Indonésia e Filipinas.
fonte: Agência AutoInforme
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