Nova diretoria da Fenabrave/SC toma posse destacando importância econômica do setor de veículos, que movimentou R$ 9 bilhões no estado em 2011.
O segmento de veículos novos de Santa Catarina movimentou cerca de R$ 9 bilhões em 2011, valor correspondente a aproximadamente 7% do PIB do estado. As mais de 300 concessionárias oficiais empregam diretamente 18 mil pessoas em suas matrizes e filiais. Duas entidades representam regionalmente as empresas do setor: a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave /SC) e o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de Santa Catarina (Sincodiv/SC). A Fenabrave atua em questões institucionais, de gestão e associativismo, enquanto que o Sincodiv é o sindicato patronal da categoria, desempenhando atividades exclusivas na área sindical.
As duas entidades têm sede em Itajaí, possuem o mesmo presidente e empossaram suas novas diretorias na noite da última terça-feira. O empresário Ademir Saorin, da concessionária Rivel, de Brusque, assumiu a dupla presidência em substituição a Sergio Ribeiro Werner, da Promenac, de Itajaí.
PROPOSTAS DA NOVA GESTÃO
Em seu discurso de posse, Ademir Saorin destacou a importância socioeconômica do setor de veículos. “A Fenabrave/SC e o Sincodiv representam um contingente de empresas cada vez mais conscientes de sua responsabilidade social em relação aos seus mais de 18.000 colaboradores. As pessoas são o nosso grande patrimônio social. Nossa atuação consiste em fazer com que capital e trabalho não sejam forças antagônicas, mas sim que sejam forças aglutinadas na busca de uma sociedade melhor, mais justa e mais harmônica”.
Ressaltando que o segmento de veículos novos catarinense movimentou cerca de R$ 9 bilhões em 2011, valor correspondente a aproximadamente 7% do PIB do estado, Saorin destacou também a questão tributária e a falta de retorno do governo em rodovias e obras de infraestrutura. “Temos a maior carga de tributos sobre automóveis do mundo. Muitos dizem que a venda de automóveis causa transtornos no trânsito. Não é verdade. O que causa transtorno é a falta de investimentos em forma de retorno aos impostos arrecadados. A Fenabrave vem reiterando aos políticos catarinenses insistentes pedidos para que façam valer suas influências em resolver tão sérios problemas. Ao governo, pregamos que sejam feitos investimentos em infraestrutura, como rodovias e viadutos. Assim ganharemos em mobilidade e qualidade de vida”.
Outro assunto abordado pelo novo presidente foi a segurança pública, situação agravada com o registro de assaltos a algumas concessionárias no estado. “Fazemos um apelo ao Governo do Estado para que dirija seu foco do combate à criminalidade no setor automotivo para onde os crimes realmente acontecem, combatendo os desmanches, as vendas ilegais de peças, o furto de veículos e a transposição de veículos roubados para fora de nossas fronteiras”.
Saorin fez elogios ao Detran, ressaltando, porém, que é preciso avançar em ações que beneficiem a sociedade. “O Detran tem sido um importante interlocutor junto ao segmento automotivo, com sua diretoria mostrando-se acessível e aberta ao diálogo. Nossa proposta é que o órgão encampe nossa bandeira para que seja implantado mecanismo menos oneroso de transferência de veículos usados comprados para comercialização, mediante a emissão de um certificado a valores simbólicos”, disse.
BALANÇO DAS ATIVIDADES
Sergio Ribeiro Werner, o presidente que encerrou seu segundo mandato frente à Fenabrave/SC, despediu-se com um balanço das atividades e considerações sobre o desempenho do setor. Werner destacou a união das empresas associadas e da diretoria. “Não formamos uma organização. Formamos um time em que todos se sentem responsáveis pelas atividades realizadas”, disse. Durante as duas gestões presididas pela diretoria agora substituída foram realizados 17 encontros estaduais em todas as regiões do estado e quatro congressos estaduais.
Entre as atividades destacadas pelo ex-presidente estão o Programa Pró-Carga, o maior prazo para pagamento do ICMS através da substituição tributária para o setor de autopeças e a não obrigatoriedade imediata do ECF. “Contamos sempre com o apoio da Secretaria da Fazenda, cujos técnicos estiverem presentes em diversas reuniões analisando as melhores soluções para a correta aplicacação das alterações tributárias relativas ao setor”.
Duas conquistas foram consideradas especialmente importantes por Werner. Uma delas foi a derrubada do projeto de lei que obrigava o registro em cartório de documentos relacionados aos contratos de alienação fiduciária, que elevaria o preço de venda dos veículos, prejudicando os consumidores. “Outra vitória foi a proposição da Lei 15.171, conhecida como Lei das Seguradoras, iniciativa do deputado Kennedy Nunes que deu liberdade aos consumidores para escolherem as oficinas e concessionárias de sua preferência”, assinalou.
Werner destacou ainda a criação do portal da entidade, com a elaboração de uma tabela eletrônica de preços de veículos usados, a divulgação mensal de dados especificos sobre vendas de veículos em Santa Catarina, a implantação de cursos de gestão de concessionárias e a disponibilização de recursos para a implantação da TV Fenabrave, que já viabilizou o treinamento de 2.578 profissionais.
Fonte: Noticenter
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