O pessoal da engenharia elétrica da Ford anda feliz da vida. Culpa do Edge 2011, que tem central eletrônica que não acaba mais. Ao todo, são 22 módulos para gerenciar toda a “tecneira”: motor, transmissão e 16 novos itens de entretenimento e segurança (na versão Limited), além dos equipamentos herdados do modelo 2008. Outra novidade é a versão de entrada SEL, por R$ 122.100. Aqui você conhece a Limited (R$ 142.610), que traz tanta tecnologia que, ao retirarmos o carro para teste, um sinal no painel alertava: “Transport Mode” (modo de transporte).
Pau na máquina? Nada disso. “É por segurança”, explicou um engenheiro da Ford, no dia seguinte, enquanto desativava a função. Como é produzido em Oakville, no Canadá, o Edge recebe essa programação antes de partir para os 60 países onde é vendido. É uma medida para evitar o uso desnecessário de alguns sistemas eletrônicos durante o transporte nos navios e, assim, economizar a bateria. Mas você não precisa se preocupar com isso. A função é desativada na concessionária – só aconteceu com a gente porque pegamos o veículo antes mesmo de ele chegar às lojas.
O exemplo mostra como o Edge atende bem aos seus comandos. A começar pela recepção: você escolhe se quer destravá-lo pela chave, pela maçaneta (com a chave no bolso, basta tocar um sensor discreto em alto-relevo) ou pelas teclas na porta. Ah, também dá para resfriar (ou aquecer) a cabine antes de entrar. É só dar a partida de longe, pela chave. Lá dentro, a partida é por botão.
A reestilização deixou o Edge mais imponente com a nova grade frontal, farois alongados e as belas rodas aro 20. O quadro de instrumentos traz velocímetro analógico central e duas telas de LCD configuráveis. Por botões no volante você controla as funções de maneira intuitiva. A mão esquerda acessa os comandos da tela à esquerda (computador de bordo, conta-giros, autonomia etc.) e a mão direita, sim, os da direita (som, ligações, bússola e ar-condicionado). Óbvio? Nem todos os carros de luxo são assim. No quesito “usabilidade”, termo dos engenheiros para medir a facilidade de uso, o Edge vai muito bem.
Quadro de instrumentos (versão Limited) tem duas telas de LCD configuráveis. Comando no volante são intuitivos
Os bancos são de couro (dianteiros com regulagem elétrica), assim como o porta-objetos entre os bancos. Dentro dele há espaço para diversos apetrechos tecnológicos: pen drive, iPod, iPad, iPhone. O compartimento traz entradas áudio e vídeo, SD Card, além de duas portas USB e tomada 12 volts. É ali que você encaixa a chave reserva (MyKey) e faz sua programação pelo quadro de instrumentos. É possível limitar a velocidade em até 120 km/h e o volume do som; assim você evita que manobristas abusados saiam por aí desfrutando de toda a potência dos 12 alto-falantes.
incluindo os de voz, estão em inglês, espanhol e francês.|
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