Dos três fatores que determinam os acidentes no trânsito - o homem, a máquina e o meio -o motorista é o maior responsável pelas absurdas estatísticas de acidentes e mortes.
Por inabilidade ou irresponsabilidade.
Mas as boas condições das vias e os sistemas de segurança nos automóveis podem ajudar muito a minimizar os erros e a imprudência do motorista.
A indústria está muito avançada em relação à segurança. Alguns carros contam com equipamentos sofisticados, como faróis cujos fachos de luz acompanham as curvas, controlador de distância do carro que vai à frente, alerta quando o carro troca de faixa.
Mas isso acontece em alguns carros: sedãs e utilitários esportivos de luxo, carros que custam 300, 400, 500 mil reais.
O carro real, que a gente vê no dia a dia nas ruas, esses estão longe de proteger os ocupantes com tanta presteza.
É compreensível que um carro de R$ 40 mil, R$ 50 mil não tenha equipamentos sofisticados, mas tem que ter um mínimo de segurança.
O freio ABS será obrigatório a partir de 2010. E tem outras coisas que deveriam ser obrigatórias. Por exemplo, o vidro laminado: a lei obriga o uso do vidro laminado só no parabrisa. Mas ele deveria estar no carro inteiro. A Saint Globan, que fabrica o vidro, diz que várias montadoras deverão colocar esse vidro (que não estilhaça) também nas laterais dos carros, mas por enquanto só a Fiat usa: e apenas em alguns modelos.
Outra coisa: o encosto de cabeça no banco traseiro do meio, o cinto de três pontos para os passageiros de trás e a terceira luz de freio, o break ligth.
São conquistas tecnológicas que o consumidor comum ainda não tem direito. O aperfeiçoamento do carro deveria ser um processo natural e sem custos adicionais para o consumidor. Como acontece com outros produtos, como um computador, que é cada vez mais avançado e mais barato.
Fonte: Agência AutoInforme
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