O Setor de motos no Brasil é tão promissor que mesmo tendo sido atingido em cheio pela crise, os fabricantes e importadores estão muito otimistas.
Eles protagonizaram o maior e melhor evento do setor, o 10º. Salão de Duas Rodas, encerrado na segunda-feira em São Paulo. Foi um sucesso de público, de negócios e de ofertas de modelos.
Os dirigentes da Abraciclo, a associação dos fabricantes, ousam prever uma relação habitantes/motos igual à da China, que tem a maior frota do mundo. Dizem que o Brasil terá também uma moto para cada quatro habitantes. Hoje tem 14. Mesmo assim, é dono da quarta maior frota do mundo, atrás da própria China, da Indonésia e da Índia.
Neste ano as vendas devem chegar a 1,7 milhão unidades, 13% menos que no ano passado. Mas se depender do ânimo das 50 empresas do setor, que colocam a disposição do consumidor nada menos do que 360 modelos, esse número vai ter um aumento formidável no próximo período.
Inclusive porque deverá ser uma venda mais pulverizada e não concentrada em poucas marcas: hoje a Honda tem 76,3%, a Yamaha 12,2%, a Dafra 4,2%, a Suzuki 1,7 e a Sundown 1,9%.
Sobram só 3,7% para as outras 46 marcas, nacionais e importadas. E tem de tudo para o consumidor, desde as marcas mais tradicionais como Harley Davidson, Ducatti e BMW, até as que estão chegando agora, cujos nomes são quase impronunciáveis: Kzuki, Dayang, Dayun, Yiying, Zhejiang, Zhongyu, Lon-V e Haobao. Tem também marcas com nomes mais próximos de línguas ocidentais, mas não menos estranhos: Leopard, Iros, US1, Gás Gás.
A moto pode ser a solução para os dois maiores problemas de locomoção que são comuns entre paises em desenvolvimento: o trânsito e o preço do veículo.
Fonte: Agência AutoInforme
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