Opel Astra foi totalmente renovado (acima), ao contrário do Vectra GT nacional, que só recebeu retoques na dianteira (abaixo)A apresentação da nova VW Eurovan no Salão de Frankfurt foi de deixar os brasileiros com complexo de inferioridade. A van é a tataraneta da Kombi, e já tinha direito a controle de estabilidade, ar digital para os passageiros de trás, câmbio automático... Pois a linha 2010 do utilitário chega reestilizada, com a frente seguindo o padrão dos novos VW europeus, e (acredite!) câmbio DSG de dupla embreagem combinado com motor biturbo. Isso sem citar a tração integral 4Motion. A Eurovan 2010 é só um exemplo de como estamos atrasados. E não foi um caso isolado na exposição alemã, a maior do planeta.
No próprio estande da VW, a nova geração do Polo estreava a versão duas portas. É o nosso Polo ficando para trás, tanto em técnica (plataforma PQ25 do novo, contra PQ 24 do brasileiro) quanto em design. O hatch manteve o interior sóbrio, com destaque para o acabamento ainda mais caprichado, mas o visual externo evoluiu bastante. As linhas ficaram retilíneas, com faróis e grade de formato bastante agressivo. Ao vivo, impressiona melhor que o Golf VI, um tanto “careta”. Na parte mecânica, destaque para o conjunto formado pelo novo motor 1.2 TSI (turbo com injeção direta) de 105 cv e pela transmissão DSG de dupla embreagem e sete marchas. Por aqui, temos 1.6 flex e transmissão I-Motion, com uma embreagem e cinco marchas.
VW Polo europeu (acima) não terá versão nacionalE os planos não são animadores: “O novo Polo não vai para o Brasil”, afirmou um executivo da marca. A explicação, a gente já cansou de ouvir: “custos”. Por isso, o hatch nacional deverá sofrer uma “reestilização caseira” nos próximos dois anos, aos moldes do que vai acontecer com o Fox em outubro. Quanto ao Golf VI, as chances de tê-lo no Brasil são maiores. O modelo deverá ser fabricado no México, para atender o mercado norte-americano, e poderá ser importado de lá. A nova perua Golf, inclusive, também foi mostrada no salão. É a Jetta Variant que conhecemos (importada do México) com a frente do Golf VI, ainda sem data para vir.
Da VW para a rival Opel, conhecemos o novo Astra. E lamentamos o fato de a Chevrolet brasileira não compartilhar mais da tecnologia da marca — que teve parte vendida da GM para a canadense Magna. O hatch médio evoluiu muito em design e acabamento, com um interior inspirado no Insignia (sucessor do Vectra na Europa). A parte central do painel impressiona pela quantidade de botões, mas seu uso parece amigável. Em termos de espaço e visual, arriscamos dizer que o Astra ficou mais bacana que o Golf VI. Por baixo da carroceria, a estrela é o motor 1.6 turbo de 180 cv com câmbio manual de seis marchas. No Brasil, a linha Astra/Vectra GT deverá dar lugar ao futuro hatch do Chevrolet Cruze, um carro de construção mais simples que o novo Opel.
Novo Citroën C3 (esq. e acima) ainda não tem produção no Brasil definida, por custosNosso C3 também acaba de se desatualizar. A nova geração cresceu 8 cm e ganhou para-brisa panorâmico, que invade o teto. O design ficou mais agressivo, para agradar aos homens, e o painel abandonou o velocímetro digital em favor de um quadro de instrumentos convencional, mas muito atraente. O nível de acabamento subiu alguns degraus, enquanto o espaço interno pouco melhorou — atrás, continua um pouco justo para as pernas. A Citroën do Brasil afirma que o novo C3 não será feito no país por uma questão de custos, mas fornecedores indicam que há estudos para a produção do modelo em Porto Real (RJ) em 2012. O lançamento do C3 Picasso por aqui em 2010 (versão aventureira, que terá nome exclusivo) reforça essa tese, já que o monovolume usa a mesma plataforma do hatch, o que facilita (e barateia) o processo. Mas, por enquanto, é geração perdida.
Nem tudo está perdido
Renault FluenceApesar de o consumidor brasileiro não ter o poder aquisitivo do europeu - motivo alegado pelas marcas para não trazer seus novos projetos ao Brasil -, tem gente que vai apostar em produtos inéditos por aqui. O principal lançamento da Renault em Frankfurt, por exemplo, não é voltado à Europa — no máximo aos países do leste. Trata-se do Fluence, versão sedã do novo Mégane. O carro cresceu substancialmente (tem 4,62 m de comprimento, 2,70 m de entre-eixos), com ênfase no espaço interno. Mesmo assim, a cabine não parece ter aumentado na mesma proporção (era espaçosa, continua).
A dianteira é exclusiva do sedã, com grade e faróis diferentes do Mégane, mas a traseira ficou conservadora demais. O carro agrada ao vivo, embora dê a impressão de ter crescido além da conta — ficando um pouco desproporcional. Por dentro, o maior problema é manter muitas peças do modelo atual, como alavanca de câmbio e botão de partida (o que segue a cartilha de “carro para país emergente”). O quadro de instrumentos simplório também não ajuda a despertar desejo de compra, algo fundamental para enfrentar Civic e Corolla. A produção na Argentina (e não mais na fábrica do Paraná, que ficará focada nos carros de maior volume) começa em 2011, com motores flex 1.6 16V e 2.0 16V.
Ford FiestaSe o Fluence tem pouco a acrescentar ao segmento, a Ford deverá agitar a categoria dos compactos com o novo Fiesta. Pelo que vimos em Frankfurt, o hatch que será feito em Camaçari (BA) em 2011 tem tudo para agradar. O design arrojado é muito atraente, e o interior é tão bacana quanto a carroceria. O quadro de instrumentos tem molduras que se destacam do painel, e o console tem botões em disposição semelhante à de um teclado de celular. O acabamento deverá ser simplificado no carro brasileiro (o europeu tem a parte superior do painel emborrachada e alavanca de câmbio do Focus), mas o Fiesta nacional também será novo debaixo do capô: a versão topo de linha usará o motor 1.6 16V Sigma que vai estrear no Focus em dezembro. Quem sabe não sirva de exemplo para a VW trazer o novo Polo e a Citroën o novo C3?
Fonte: Autonews
Imprimir|
Fenabrave-SC © Todos os Direitos Reservados Rua: José Ferreira da Silva, 43 Térreo Centro – Itajaí SC – CEP 88301-335 Fone (47) 3241 0330 |
by Ksys |