A busca por combustíveis alternativos e motores sem emissão de poluentes tem várias vertentes entre as montadoras. Enquanto algumas optaram por testes com carros movidos a bateria (alguns híbridos já estão à venda para o consumidor), outras partiram para a célula de combustível. É o caso da Volkswagen, que vem testando carro movido a hidrogênio desde 2004, com o Touran. Para mostrar em qual pé está o projeto, a empresa trouxe ao Brasil o utilitário esportivo compacto Tiguan, o segundo modelo a receber a tecnologia, que Autoesporte avaliou.
O veículo recebeu a nomenclatura de HyMotion (Hy são as iniciais de hidrogênio em inglês). O modelo é equipado com um motor elétrico e, movido a hidrogênio, atinge uma potência de 110 cavalos. Há também uma bateria de íons de lítio que ajuda o carro em acelerações, e obtém mais 26 cv. Com isso, o Tiguan HyMotion atinge potência total de 136 cv e oferece torque constante de 22,4 kgfm. Segundo a montadora, o protótipo demora 14 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h e atinge máxima de 140 km/h.
O tanque de hidrogênio fica abaixo dos bancos traseiros e do porta-malas. São dois cilindros de alumínio e fibra de carbono com espessura de 2 cm. A pressão máxima é de 700 bar cada. Completos, a autonomia do Tiguan vai a 230 km. O reabastecimento é realizado no mesmo lugar onde fica o bocal de combustível - há alguns postos de abastecimento de hidrogênio na Califórnia e na Alemanha.
O sistema completo aumenta o peso do carro em 250 kg. Para isso, a suspensão foi recalibrada para ficar mais dura. De resto, pelo menos em acabamento, o veículo não difere de um Tiguan normal. Nem porta-malas e nem espaço interno foram prejudicados.
Fomos até o kartódromo de Aldeia da Serra, em Barueri, na Grande São Paulo, para andar no Tiguan HyMotion. As voltas foram poucas, mas suficientes para sentir como o utilitário se comporta com a tecnologia.
Iniciei o motor, e coloquei a marcha no D (Drive, dirigir em inglês). Assim que acelerei, o Tiguan respondeu imediatamente. Com o torque constante, bastava pisar no acelerador para ter a força total do motor à disposição. Por isso, a reação era sempre imediata. O ruído do motor praticamente inexiste. O único barulho que se escuta é do compressor, mas apenas quando o carro está parado. É como se fosse uma bomba de água funcionando, mas não lembra o ruído dos veículos atuais.
Como o motor elétrico não possui troca de marchas, a aceleração é linear. A velocidade aumenta gradativamente, sem ter aquela a interrupção de frações de segundos na transição de uma marcha para a outra. Esse foi, sem dúvida, o fator que mais chamou a atenção.
fonte: Agência Auto Esporte
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