A indústria nacional de autopeças adiou investimentos, está mais cautelosa na tomada de decisões e corta despesas para preservar o caixa, já que se posicionou para a redução da demanda do mercado interno, aí incluída a retração de pedidos das montadoras devido à forte queda das exportações. Todavia, não deixa de considerar a recuperação em curso no mercado nacional e, para isso, desenvolve novidades tecnológicas, como o sistema híbrido para veículos comerciais, conforme notícia publicada na edição desta sexta-feira (22/05) do jornal Gazeta Mercantil.
“Daqui dois a três anos vamos voltar ao nível de 2008”, prevê Wilson Bricio, presidente da ZF na América do Sul, que optou pelo adiamento da construção de nova fábrica na unidade industrial de Sorocaba (SP), que atenderia o alto consumo do mercado brasileiro no ano passado e elevaria as exportações.
A empresa cortou 50% dos gastos não essenciais e reduziu o investimento para 2009 de R$ 165 milhões para R$ 120 milhões. Mas não deixa de investir em novos produtos, como a primeira transmissão de seis marchas para veículos comerciais leves. Também vai nacionalizar, até 2010, a transmissão automática de seis marchas atualmente importada da Alemanha.
Mário Buttino, presidente da Dura Automotive – fornecedora de peças e componentes hidráulicos, além de pedais –, acredita que as montadoras produzirão 2,6 milhões de veículos neste ano, com vendas de 2,4 milhões de unidades.
Os lançamentos e vendas em alta da Honda, Ford e Volkswagen levaram os resultados da Dura acima dos esperados para o primeiro quadrimestre. “Temos muitos produtos nesses automóveis”, disse Buttino, que, no entanto, ainda classifica como preocupante a situação do mercado automobilístico.
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