O clima na Audi é de grande otimismo, principalmente para o futuro da marca no Brasil. É claro que ninguém espera vender por aqui 120 mil carros, como acontece na China, mas a previsão é que até 2115 os consumidores brasileiros comprem até seis mil carros da Audi por ano. Isto seria triplicar as vendas. E é com esta perspectiva que o ex-diretor de Maketing da Volkswagen, Paulo Kakinoff, assume a presidência da empresa no Brasil.
O vice-presidente mundial da Audi, Peter Schwarzenbauer, fez hoje (25), ao apresentar o novo presidente da empresa no Brasil, um discurso de muito otimismo, salientando que este é o 13º ano consecutivo de recordes e que nos primeiros dois meses de 2009 a marca superou os seus dois rivais, BMW e Mercedes Benz, na Europa, na categoria luxo. E a previsão é que esta liderança, alcançada pela primeira vez na história, se concretize até 2115. Para isso serão lançados 40 modelos no mundo.
Para conseguir crescer no Brasil e ter novos modelos, a Audi investirá 2 bilhões de euros anualmente em novos produtos. Hoje são 28 modelos à venda. Para o vice-presidente o Brasil é um exemplo positivo, porque será um dos poucos que terá crescimento neste ano em se tratando de Audi.
O executivo da empresa, Jan Ebersold garantiu que a Audi sairá bem mais fortalecida desta crise. É quando a maré abaixa que podemos ver quem está com sunga. Quando a maré abaixar todos verão que a Audi está com sunga.
Kakinoff disse ainda que não existe nenhum plano para a Audi voltar a fabricar carros no Brasil. Hoje o que a empresa produz é suficiente para abastecer o mercado.
A novidade que deverá chegar ao Brasil no início de 2011 é o A1, o carro de entrada e o mais barato da marca. Ele será produzido na Bélgica e deverá preencher a lacuna do comprador brasileiro que não tem condições de ter um carro de luxo, principal foco da Audi.
Sempre falando em recordes históricos, os executivos da Audi esperam que Paulo Kakinoff cumpra a missão de melhorar o ranking do Brasil, que hoje ocupa a 37ª colocação entre os países que comercializam carros da marca. Como será a estratégia, o novo presidente não disse, alegando que este é o seu primeiro dia na empresa e que precisará de tempo para discutir as ações que serão feitas.
fonte: José Carlos Pontes - Agência AutoInforme
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