Fenabrave - SC

27/07/2011

Plástica estica vida de carro no Brasil

“Plastilização” ou reestilização? Agora ficamos em dúvida sobre o melhor termo para definir a ida de vários modelos vendidos no Brasil às clínicas de estética criadas pelas próprias montadoras. Afinal, elas “esticam” a cara e a vida de seus modelos no Brasil ao máximo, e às vezes além do máximo permitido.

As plásticas são necessárias para manter um carro atualizado em meia vida ou para atender uma nova linguagem de estilo global, mas muitos fabricantes extrapolam, eternizando o modelo e essas mudanças visuais por anos ou até décadas.

Muitas dessas plásticas acabam mudando não só o visual, mas também o nome do modelo. As montadoras defendem as plásticas como forma de atender aos anseios do consumidor por novidades e por um preço que eles desejam pagar, segundo a Peugeot.

Geralmente os modelos que ficam mais tempo no mercado e passam por sucessivas plásticas são os mais rentáveis para as montadoras, já que seu investimento foi pago há muito tempo. Ou seja, agora é somente lucro atrás de lucro.

O ex-presidente da GM José Carlos Pinheiro Neto, disse que em uma reunião ninguém tem coragem de pedir o fim da produção de um modelo com grande volume de vendas, defendendo mais uma atualização do Classic.

É lógico, isso seria o fim da carreira do cidadão presente na reunião! E o Classic é um que deve dar um lucro enorme para a GM.

O modelo chegou aqui em 1995, e deverá ser guiado legalmente por alguém que nasceu naquele mesmo ano, antes de sair de linha definitivamente. Alguém dúvida?

A Peugeot não quis gastar dinheiro por aqui e mandou o 206 para uma clínica, onde inúmeros – nem lembro mais quantos – esteticistas trabalharam no visual do modelo para ele nascer de novo como 207.

O Fiesta Rocam – nem era esse nome quando chegou – já foi duas vezes mexer aqui e ali para ficar mais atrativo aos consumidores. O Polo 2012 é o mesmo desde o lançamento e deve continuar assim até não se sabe quando.

O Fiat Mille na verdade ainda é identificado como Uno, e pelo jeito vai terminar sua vida no dia do “juízo final” para muitos carros nacionais. Quando? Talvez em 2014. Isso se até lá a clínica de estética da italiana não implantar “silicone duplo” para proteção dos ocupantes…

Fonte: Notíciasautomotivas

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