A General Motors não quer se precipitar. E após lançar a nova geração do Spark no mercado indiano, chinês e europeu, estuda com cautela a produção do modelo no Brasil. Ainda com seus esforços concentrados no recém-lançado Agile, a montadora pode colocar o subcompacto nas ruas do país no próximo ano. Produzido na Coreia, o Spark chegaria para combater modelos de entrada de algumas marcas, como o Ford Ka e o novo Fiat Uno, que chega este ano. Além de ser uma espécie de "ataque preventivo" às marcas chinesas, como a Effa, que já comercializa por aqui seu M100, e a Chery, que vai importar o QQ.
O subcompacto foi mostrado recentemente durante o Salão de Nova Déli, na Índia, na configuração quatro portas e cinco lugares. O design é moderno e preza pela funcionalidade. As linhas do modelo já correspondem, inclusive, à nova tendência mundial da marca. Na parte dianteira, chamam a atenção os faróis bastante alongados, protuberantes e angulosos, em formato de folha. O para-choque é musculoso e faz com que o Spark pareça bojudo. As laterais são marcadas por um vinco na base das portas. Já o conjunto ótico redondo dá um toque descontraído à traseira do modelo.
Em termos de conforto e segurança, o Spark surgiu lá fora recheado. Na Europa, por exemplo, o carrinho chega com itens quase obrigatórios no continente, como airbags dianteiros, laterais e de cortina, freios com ABS, além dos "básicos" ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas. No mercado europeu, o pequeno modelo da Chevrolet aparece com duas opções de motores, ambos a gasolina. Um 1.0 capaz de gerar 68 cv e outro 1.2 de 81 cv, capazes de levar o subcompacto a velocidades máximas de 154 km/h e 164 km/h, respectivamente.
As duas opções prometem trazer recursos que visam melhorar a recirculação dos gases de escape, garantindo desempenho. Pelo menos, por enquanto, não há a opção de câmbio automático nem de propulsor a diesel. Para o Brasil, a Chevrolet tem a opção de utilizar a unidade de força 1.0 de 77 cv a gasolina e 78 cv a etanol, já presente no Celta e no Classic, ou ainda a 1.4 litro de 97 cv a gasolina e 102 cv a etanol, que move o Agile.
Primeiras Impressões
Pequeno exuberante - por Carlos Valente e Ivana Cenci do Infomotori.com/Itália
(Roma, Itália) – Com muitos atributos em termos de dirigibilidade e com um estilo dificilmente encontrado em um carro urbano, o Spark tem uma combinação perfeita de expressão, inovação e dinamismo, tamanho e desenho, não esquecendo o toque de funcionalidade sempre presente em carros subcompactos. A versão testada 1.2 litro a gasolina é capaz de desenvolver 81 cv. E ao longo de movimentadas ruas e ainda em estradas e rodovias à beira-mar, o Spark se comporta de acordo com o esperado para um compacto. Muito prático e versátil na cidade, tranquilo e confortável em baixas velocidades. O motor funciona perfeitamente e o câmbio é adequado. Freios e direção são excelentes.
Ao longo das estradas e através de vias expressas o motor apresenta um nível de ruído um pouco acentuado. A velocidade mais elevada para o Spark deve ser prontamente reduzida para recuperar a energia e manter um ritmo consistente. O interior é bastante interessante, com alto nível de qualidade, conforto, espaço e boa ergonomia. Seu quadro de instrumentos está localizado acima da coluna de direção e contém todas as informações essenciais em um pequeno espaço e de forma legível.
Com uma distância entre-eixos de 2,37 m, oferece bom espaço para as pernas. O mais impressionante é que o subcompacto da Chevrolet tem apenas 3,64 m de comprimento e 1,59 m de largura. E mesmo assim há um bom espaço interno, capaz de acomodar as pessoas mais altas sem problemas. De resto, é um carro divertido e fácil de dirigir, que, certamente, vale mais do que custa e tenta agradar nesses tempos de crise.
Fonte: WebMotors
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