É fato. O etanol dispara de preço e sem perspectiva em curto prazo de ter seu valor reduzido, exceto se o governo federal interferir. Mesmo nesta situação nada favorável para o consumidor, as vendas de carros flex continuam em ascensão no país. Em fevereiro, as vendas de carros flex subiram 14,1% em relação a janeiro, sendo que os a gasolina cresceram apenas 5,6%. Esse menor crescimento dos movidos à gasolina é em grande parte pela representatividade dos importados no país, pois há muito poucos modelos feitos no país que ainda não são flex.
Mesmo entre os importados, a oferta de modelos movidos também a etanol tende a crescer nos próximos meses, principalmente em marcas como a Kia Motors, por exemplo. Setores defendem o etanol como meio ecológico de reduzir a poluição veicular, além de difundir uma tecnologia nacional a nível mundial. Mesmo assim, o que pode representar para a maioria dos consumidores é mesmo uma fuga dos preços altos do etanol, da gasolina e vice-versa. Tese defendida também por VW e Fiat.
Economia ou consciência ecológica?
A vantagem de preço do etanol sobre a gasolina é um bom atrativo financeiro, já que se gasta menos para encher um tanque, mesmo com autonomia menor. No entanto, a presença do derivado da cana na gasolina, joga por terra toda aquela vantagem de poder migrar para a gasolina e ter um resultado melhor no bolso, já que a tendência é de aumento também desse combustível.
Outro fator que faz do flex preferência nacional é o valor de revenda em relação a um carro puramente a gasolina. Se for flex, vale mais na venda. Como grande parte dos consumidores ainda vê o carro como investimento e não quer perder dinheiro na venda do veículo, parte em massa sobre a opção bicombustível, ainda que existam muitas opções somente a gasolina, praticamente quase todas importadas.
Em outra matéria relacionada ao etanol postada hoje, falamos que há consumidores do Grande ABC que preferem o etanol por ser mais limpo e ecológico, mesmo pagando mais caro pelo combustível. Mas será a mesma opinião da grande maioria dos brasileiros?
Notamos que nestes tempos de alta do etanol, as vendas do produto caíram nos principais mercados consumidores, optando o consumidor pela gasolina, mais poluente. Ou seja, se o preço do etanol sobe, a frota do país passa a poluir mais a atmosfera. Se cair, o meio ambiente (e o consumidor) é quem ganha.
Assim, a vantagem ecológica do etanol depende da vontade do consumidor em gastar, já que quem faz queimadas para plantação de cana, a fim de vender açúcar para o mercado internacional, vende o que sobra nos postos de combustíveis a preços altíssimos. Ou seja, esse ganha dos dois lados e ainda poluem mais.
Fonte: NoticiasAutomotivas.com.br
Imprimir|
Fenabrave-SC © Todos os Direitos Reservados Rua: José Ferreira da Silva, 43 Térreo Centro – Itajaí SC – CEP 88301-335 Fone (47) 3241 0330 |
by Ksys |