29/11/2011
Carros compactos entram no radar de países ricos, mas com segurança ampliada
O Brasil é o paraíso para automóveis compactos pelas limitações de poder aquisitivo dos compradores. Nada de errado pois a oferta deve se adaptar à procura. Isso se repete em países de perfil econômico-social semelhante ou abaixo do nosso. Em países centrais, de população mais rica, automóveis menores ocupam parcelas limitadas do mercado total.
Cenários estão de acordo com necessidades e culturas locais. Nos EUA e parte do Canadá, os critérios de classificação diferem: Gol, Palio e Celta seriam considerados subcompactos; compactos, para eles, são os nossos médios (Golf, Focus, Bravo...). Os dois somados representam cerca de 20% dos veículos leves, contra 30% de médios e grandes, 32% de SUV/CUV e 18% de picapes.
Vale a classificação convencional, em outros países. Os europeus, depois do difícil pós-II Guerra Mundial, subiram um degrau na preferência, refletindo o ganho de renda da população. Nosso chamado segmento C responde por 36% das vendas no Velho Continente, enquanto compactos (segmento B) são 27% e subcompactos (segmento A), 7%.
Contudo, mesmo nos EUA, há tendência de os veículos diminuírem de tamanho para atender a exigências de menor consumo de combustível e, consequentemente, de emissões de gás carbônico (CO2). O segmento A deve crescer na Europa, acompanhado de aumento de conteúdo tecnológico, a exemplo do VW Up!, apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt, em setembro último.
Diferente do que ocorre com carros compactos (ou subcompactos) fabricados para o mercado de países ricos (quase todos do hemisfério norte do planeta), os modelos para países emergentes -- Brasil incluso na lista -- têm um grave problema: são mortalmente inseguros.
O desafio da indústria é melhorar a segurança sem impactos sensíveis nos preços dos veículos de menor porte (de A a C).
Fonte: Uol Online – 28/11/2011
Fonte: FenabraveNacional
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