Um cupê esportivo da Mercedes-Benz fabricado no Brasil. O CLC ainda tem a maior parte das suas peças vindas de fora, apenas 30% do carro é produzido aqui. Mas oficialmente ele é brasileiro e já é feito na fábrica de Juiz de Fora desde o ano passado.
Nós andamos no carro que deu nova vida à unidade da Mercedes-Benz no Brasil. Completando a família C - que tem o sedã e a perua Turing - o CLC é um carro de espírito jovem, um cupê de duas portas para quem gosta de acelerar. Tem um desenho diferente, agressivo e é um carro cheio de detalhes, feito para quem gosta de curtir ao volante. E, claro, é o segundo Mercedes-Benz na família.
O CLC tem câmbio de cinco marchas com troca através de borboletas no volante. A suspensão, direct select, se adapta ao modo de dirigir do motorista. O carro é muito seguro no chão, dirigindo em estrada ou em pequenos trechos urbanos, em baixa velocidade, você percebe que é um carro diferente, é bem mais voltado para quem gosta de guiar esportivamente. A suspensão é firme, o que deixa a dirigibilidade mais agressiva. O comportamento dinâmico é completamente diferente de um carro de passeio comum. O sistema de amortecedores tem o ajuste das molas esportivas.

O Mercedes CLC feito em Juiz de Fora custa R$ 125 mil.
Fábrica
A fábrica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora foi construída em 1999 e durante sete anos, de 1999 a 2005, produziu o Classe A, que vendeu no mercado nacional 80 mil unidades. Em 2001 iniciou a fabricação do Classe C, pelo sistema CKD, com as peças vindas todas da Alemanha e exclusivamente para exportação para os Estados Unidos. Desde o ano passado Juiz de Fora passou a produzir o cupê esportivo Classe CLC, com parte de peças fabricadas no Brasil e vendido aqui como carro nacional. O índice de nacionalização, no entanto ainda é muito pequeno, 30%.
Para aproveitar as instalações de Juiz de Fora, a Mercedes-Benz decidiu trazer para o Brasil toda a produção do CLC. No ano passado foram produzidas 28 mil unidades, já com partes produzidas no Brasil. 70% das peças estampadas são nacionais e algumas peças como chicote, pneus, bancos de couro, estampas traseiras, dianteiras, laterais são feitas em Minas Gerais. Como o carro é produzido só na unidade de Juiz de Fora, a Mercedes trouxe todo o maquinário da Alemanha. Portanto, desde o ano passado, todo Classe CLC que vendido no mundo tem a etiqueta "made in Brazil".
Um bilhão de investimentos
Foram investidos R$ 36 milhões na qualificação e adaptação da fábrica para produção do Classe CLC. No total, a fábrica já recebeu um bilhão de (reais ou dólares) em investimentos, desde a sua inauguração, em abril de 1999.
Em maio de 2000, a fábrica começou a montar a Classe C, o carro vinha da Alemanha desmontado, CKD, e era montado aqui. De 2001 a 2004 foram produzidas 20 mil unidades do Classe C e de 2005 a 2007 foram produzidos apenas oito mil carros.

A fábrica de Juiz de Fora foi a primeira a ter uma cabine de pintura a base de água na América do Sul, evitando a contaminação do meio ambiente com solventes químicos.
fonte: Agência AutoInforme
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