Corrida contra o tempo: último dia par comprar seu Kia sem o aumento do IPI”. É com essa chamada que a marca coreana abre, hoje, o anúncio de duas páginas nos principais jornais do país. E a Kia não é a única. Ainda há algumas (poucas, diga-se) ofertas de zero-quilômetro sem o repasse do aumento de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), que ocorreu no início de novembro. A alíquota para veículos de cilindrada até 1.0, que estava reduzida a zero, passou a ser de 1,5%. O imposto para carros acima de 1.0 até 2.0 litros a gasolina foi de 6,5% a 8%. Já os carros equipados com motor flex, acima de 1.0 e até 2.0 litros, têm imposto de 6,5%. Cada ponto porcentual do imposto pode corresponder ao aumento de 0,85% no preço final do carro.
No último dia 25, o governo federal anunciou que a alíquota do imposto para veículos flex 1.0 será de 3% até o dia 31 de março. O planejamento anterior indicava que o imposto, para esses modelos, seria de 7% em março. Os demais modelos, com motores até dois litros flex ou a álcool continuam com 7,5% e os a gasolina passarão dos atuais 9,5% para 13% em março. Acima dessa cilindrada, a alíquota de IPI continua em 25%.
“Ainda não reajustamos os preços”, diz um lojista da Nissan de São Paulo. “O Livina com câmbio manual custa R$ 43.900, o mesmo preço de antes.” Na Fiat, os vendedores afirmam que não houve aumento de preço no último mês. Não é bem assim. “Ainda temos algumas unidades de Linea e Punto com preço antigo”, afirma o gerente de vendas de uma revenda de Osasco. “Mas a Strada cabine dupla (que tem fila de espera) e algumas versões do Palio, tiveram um pequeno aumento.”
À espera da chegada da opção 1.6 do novo Focus – que está agendada para o mês que vem – as concessionárias Ford vêm queimando o estoque do antigo Focus. Em uma, na zona leste de São Paulo, o preço do modelo foi reduzido em R$ 2 mil em relação ao valor cobrado em outubro. Está por R$ 38.990. O Fiesta Sedan 1.6 também está mais barato hoje que há um mês: sai por R$ 36.590.
A Renault afirma que não reajustou os preços de seus modelos devido ao aumento de IPI. “Estamos vendendo o Clio Campus por R$ 23.990, mas são as últimas unidades”, diz um lojista de Guarulhos. Conversa de vendedor? “Não é conversa, não. Está programado um aumento para a próxima semana.”
Vale a pena aproveitar as últimas unidades com IPI reduzido ou comprar no começo do ano, quando, normalmente, o mercado fica menos aquecido e a quantidade de oferta cresce? “Depende”, afirmam consultores automotivos ouvidos por Autoesporte. “No caso dos 1.0, que tiveram um reajuste menor de imposto, você pode conseguir reverter o aumento e até sair com lucro pechinchando no começo do ano. Agora, nos mais potentes, é melhor fechar o negócio agora, aproveitando o imposto menor”, diz Alexandre Cruz, da LM Consultoria.
Fonte: Autonews
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